Dragagem do Canal de São Lourenço avança para retomar atividades no Terminal Pesqueiro
A Prefeitura de Niterói está se preparando para uma nova fase da dragagem no Canal de São Lourenço, com a meta de remover pelo menos sete cascos de embarcações afundadas em frente ao Terminal Pesqueiro, na Ilha da Conceição. Essa intervenção é essencial para melhorar a navegação e viabilizar a recuperação do antigo terminal, que poderá voltar a funcionar como entreposto de pesca. A expectativa é lançar a licitação desta etapa em 2027.
Investimento de R$ 162,5 milhões amplia profundidade e melhora acesso ao porto
O trabalho atual já contou com R$ 162,5 milhões em recursos municipais e resultou na retirada de cerca de 1,6 milhão de metros cúbicos de sedimentos. Isso permitiu ampliar a profundidade do principal trecho de acesso ao Porto de Niterói de sete para 11 metros. O próximo desafio é estender as melhorias até a Ilha da Conceição, onde se concentram atividades da indústria naval, pesca e serviços portuários.
Remoção de cascos afundados libera espaço para embarcações pesqueiras
Os cascos das embarcações afundadas são um obstáculo para a circulação nas proximidades do Terminal Pesqueiro. A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro identificou pelo menos sete dessas estruturas na área, e a Prefeitura está alinhando esforços para removê-las durante a dragagem. Essa ação facilitará as manobras e a aproximação dos barcos pesqueiros e outras embarcações que utilizam o terminal.
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Infraestrutura marítima e terrestre integradas para impulsionar economia local
A ampliação da profundidade do canal e a liberação da área marítima são passos fundamentais para melhorar a operação da região. A Prefeitura pretende integrar essas melhorias à recuperação da estrutura em terra, criando condições para retomar as atividades econômicas ligadas ao setor pesqueiro e atrair investimentos para a frente marítima da cidade.
Secretaria de Desenvolvimento Econômico planeja entreposto de pesca com foco na viabilidade
Enquanto as obras avançam no canal, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Revitalização do Centro trabalha na definição do modelo de funcionamento do antigo Terminal Pesqueiro. A intenção é transformar o espaço em um entreposto de pesca economicamente viável, alinhando a recuperação física ao fortalecimento da atividade pesqueira e ampliação dos canais de comercialização do pescado.
Dragagem beneficia cadeia produtiva do mar e setor naval de Niterói
Além da pesca, a dragagem favorece outros segmentos ligados à economia do mar, como estaleiros, reparo naval, terminais, logística, fornecimento de equipamentos e serviços offshore. Niterói conta com 35 pontos de atracação públicos e privados e mais de 3,3 quilômetros de cais acostáveis. No auge da indústria naval, a cidade empregava cerca de 20 mil trabalhadores no setor.
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Prefeito destaca importância da intervenção para gerar empregos e estimular atividade portuária
O prefeito Rodrigo Neves ressalta que a melhoria do canal é uma medida essencial para recuperar a cadeia produtiva local. O secretário executivo Felipe Peixoto estima que os investimentos podem gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, dependendo da retomada das atividades econômicas e da atração de novas operações para a região.
Licenciamento ambiental e estudos técnicos são passos para início das obras
Como a dragagem é uma atribuição federal, a Prefeitura financiou os estudos necessários para viabilizar o projeto após anos de espera. Foram destinados R$ 772 mil para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), que já foram encaminhados ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e apresentados aos órgãos federais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH).
Próximas etapas envolvem autorizações e planejamento para licitação em 2027
O presidente do INPH, Domenico Accetta, explica que os estudos em andamento definirão o volume de sedimentos a serem removidos, profundidades e condições técnicas da intervenção, que deverá complementar a licença ambiental existente. A Prefeitura espera concluir essa fase para abrir a licitação em 2027, enquanto segue definindo o modelo de funcionamento do entreposto pesqueiro e planejando a retirada dos cascos, conectando a infraestrutura marítima à retomada econômica da Ilha da Conceição.

