Mobilização em Copacabana reúne apoiadores de Lula
Sete quarteirões da orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ficaram concentrados em um protesto que reuniu apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O evento destacou, entre outras pautas, a defesa do fim da escala 6×1, que prevê seis dias seguidos de trabalho e apenas um de descanso na semana.
Durante o ato, foram feitas críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelos manifestantes como uma ameaça à democracia e às políticas públicas. A relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, também esteve no centro das reclamações, assim como os acenos do presidenciável ligado ao PL ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.
Repercussão política e apoio popular
O movimento integra uma mobilização crescente da esquerda para ampliar o apoio a Lula, especialmente no segundo turno da eleição presidencial. No primeiro turno, o presidente ficou a dois pontos porcentuais atrás de Flávio Bolsonaro, situação que motiva o otimismo expresso nos discursos e cartazes durante o ato.
Embora Lula estivesse em Brasília e não tenha participado diretamente da manifestação, o público presente contou com parlamentares de esquerda, estudantes, sindicalistas e famílias. O vermelho, símbolo do PT, predominou nas vestimentas dos participantes, que incluíam jovens e idosos em diferentes momentos de fala e defesa dos direitos trabalhistas.
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Presença de lideranças e contexto eleitoral
Entre os políticos que marcaram presença estavam os deputados federais do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT), Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PC do B) e Lindbergh Farias (PT). A manifestação também teve outra edição em frente aos Arcos da Lapa, na zona central do Rio, no mesmo dia.
O ato em Copacabana ocorreu na avenida Atlântica, ocupando trecho entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira. A concentração começou por volta do meio-dia e se estendeu, com o público crescendo e se espalhando até a areia da praia, acompanhando trios elétricos que circularam pela avenida. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.
Temas e desafios do movimento
Durante o evento, a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, foi saudada em discursos, mesmo com controvérsias recentes envolvendo boatos sobre a postura de Flávio Bolsonaro em relação ao título, desmentidos pela campanha do senador. A defesa dos direitos dos trabalhadores e o fim da escala 6×1 ganharam destaque em diferentes momentos.
Apesar do som dos discursos ter sofrido interferência de músicos que animavam parte do público, as mensagens centrais foram claras: reduzir a abstenção no segundo turno e ampliar a militância para conquistar votos a favor de Lula. A estratégia do PT visa superar a vantagem numérica de Flávio nas pesquisas de intenção de voto.
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Fonte: noticiasdorecife.com.br
Outras manifestações pelo país
Enquanto o Rio de Janeiro concentrou manifestações, outras cidades brasileiras também organizaram atos em apoio a Lula. Na região da Barra, em Salvador, houve uma passeata na segunda-feira, repetindo o movimento que ocorreu no domingo. A Frente Brasil Popular da Bahia convocou a população para “derrotar a extrema direita e garantir mais democracia, direitos, soberania e desenvolvimento”.
No Recife, estudantes ligados a entidades como UNE, UEP, DCE-UFPE, APG-UFPE e ANPG realizaram uma passeata que saiu do parque 13 de Maio até o Marco Zero, reforçando a conexão entre educação e democracia. A convocação ressaltava que “não existe universidade pública forte sem democracia, não existe futuro sem educação e não existe transformação sem juventude organizada”.
Outras agendas também estavam previstas, como uma caminhada em Fortaleza na segunda-feira e atos em Belém, Salvador, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre para a terça-feira (13), conforme informou o Comitê Popular de Luta, responsável pela organização das mobilizações.

