Preços na Zona Sul Disparam e Superam Média da Cidade
No mercado de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro, a Zona Sul lidera com valores de aluguel que chegam a R$ 349 por metro quadrado ao mês. Esse valor representa um custo quatro vezes maior que a média da cidade, segundo levantamento da Newmark, consultoria imobiliária listada na Nasdaq. A disparidade é ainda mais evidente quando comparada a outras áreas: Botafogo registra R$ 118,91/m², Porto Maravilha R$ 95,21/m², Flamengo/Glória R$ 94,98/m², Centro R$ 77,96/m², Cidade Nova R$ 77,07/m² e Barra da Tijuca R$ 65,47/m².
Indicadores de Vacância Revelam Cenários Contrastantes
Botafogo exibe a menor taxa de vacância da cidade, com apenas 4,4% de espaços disponíveis, seguida por Flamengo/Glória com 10% e Zona Sul, que teve seu índice mais que duplicado no último trimestre — passando de 5,5% para 11,3% após a entrega de um prédio em retrofit. A Newmark interpreta essas regiões como estando em um ciclo de demanda aquecida. Em contraste, Barra da Tijuca (15,4%), Centro (26,9%), Porto Maravilha (27,4%) e Cidade Nova (39,1%) ainda enfrentam desequilíbrio entre oferta e procura, embora Cidade Nova tenha conseguido reduzir sua vacância em 1,7 ponto percentual no período.
Novos Projetos e Obras em Andamento no Mercado Carioca
O pipeline imobiliário para escritórios de alto padrão no Rio de Janeiro revela mais de 131 mil metros quadrados em construção e cerca de 400 mil metros quadrados em fase de projeto, sem previsão de início das obras. Entre os principais empreendimentos em construção destacam-se o Rythme Leblon (21 mil m²), um retrofit classe AAA previsto para 2026 na Zona Sul, e o Garcia 111 (22,9 mil m²), também na Zona Sul. No Centro, o retrofit da antiga sede do Banco Boa Vista (12,5 mil m²) tem entrega prevista para 2028.
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Por outro lado, obras como a nova sede do Banco Central (30 mil m²), o retrofit da Rua do Livramento (19 mil m²) no Porto Maravilha e o empreendimento The City Business (20 mil m²) na Barra da Tijuca estão atualmente paralisados, sem data definida para conclusão.
Demanda Ativa e Preços em Ascensão
Mariana Hanania, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark Brasil, destaca a consistência do mercado carioca. Apesar da entrada de novo estoque, a vacância se manteve estável, e os preços voltaram a subir de forma significativa. “Ainda há muita área disponível em regiões como Centro, Porto Maravilha e Cidade Nova, mas a demanda permanece ativa, com ocupantes buscando imóveis bem localizados, modernos e que atendam às novas formas de trabalho”, explica. Os próximos lançamentos, especialmente na Zona Sul, vão testar a capacidade de absorção da região nos próximos trimestres.
Alta Recorde nos Aluguéis de Escritórios Corporativos
O terceiro trimestre de 2026 registrou a maior alta do ano no preço médio de locação dos escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro, com um aumento de 4,3%, alcançando R$ 83,43/m² mensalmente. Em doze meses, a valorização acumulada chega a 7,6%, e desde o ponto mais baixo em 2023, o preço médio subiu 13%. A absorção líquida também cresceu, totalizando 17 mil metros quadrados entre julho e setembro, superando os 15 mil metros quadrados do trimestre anterior.
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Centro do Rio e Outras Regiões Impulsionam Demanda
Desde o início do ano, a absorção líquida dos escritórios de alto padrão no Rio já soma 53 mil metros quadrados, aproximadamente 90% do total registrado em 2025. O Centro do Rio de Janeiro lidera esse movimento, respondendo por 62% da absorção, com destaque para a ocupação de 5,2 mil metros quadrados pelo Coren-RJ no edifício Bolsa do Rio.
Cidade Nova também se destaca com absorção de 5,2 mil metros quadrados, impulsionada por empresas como SAMM (antiga Mega Telecom) e Vale, além do Governo do Estado, que ocupa espaços no Centro Empresarial Cidade Nova – Teleporto e no Presidente Business Center. Porto Maravilha registrou absorção de 2,4 mil metros quadrados, com o Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) ocupando o AQWA Corporate – Torre 1.
Estoque Cresce, Mas Vacância Continua em Queda
A taxa de vacância dos escritórios de alto padrão no Rio permanece estável em 23,5%, mesmo com a entrada de 18 mil metros quadrados de novos espaços resultantes principalmente de retrofits. Este movimento acontece após sete anos sem aumento significativo no estoque. A vacância atual é a menor desde 2014, com redução de 2,3 pontos percentuais nos últimos doze meses, indicando um mercado mais equilibrado e com perspectivas positivas para os próximos anos.

