Reações Favoráveis à Ação dos EUA na Venezuela
A recente invasão dos Estados Unidos na Venezuela tem gerado reações positivas entre os governadores brasileiros alinhados à direita. Dentre eles, destaca-se Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que, assim como o presidente argentino Javier Milei, utilizou uma imagem do presidente Lula abraçando Nicolás Maduro para criticar a ação americana. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Tarcísio associou a intervenção ao cenário político do Brasil, mencionando as eleições de 2026 e a possibilidade de esvaziamento da esquerda nas urnas.
Outros governadores, que são considerados potenciais candidatos à presidência, também manifestaram apoio à operação militar. Ratinho Junior, do Paraná, se posicionou em uma plataforma social, afirmando que a população venezuelana tem sofrido sob o domínio de “tiranos antidemocráticos” por décadas. Ele aproveitou para elogiar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ele, teria proporcionado a libertação do povo da Venezuela.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás, celebrou a data de 3 de janeiro como um marco histórico, referindo-se a ela como o “dia da libertação do povo venezuelano”. Caiado enfatizou que o país vizinho vive há mais de 20 anos sob uma “narcoditadura chavista”, em clara referência ao regime de Maduro. Sua declaração reflete uma visão compartilhada por muitos em seu círculo político, que enxergam a ação dos EUA como uma oportunidade de mudança para a Venezuela.
Em Minas Gerais, Romeu Zema também se manifestou. Ele expressou esperanças de que a queda de Maduro possa trazer de volta a “paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento” para o país. A posição de Zema reflete a crença de que a intervenção possa resultar em um futuro promissor para os venezuelanos, que, segundo ele, têm direito a um governo que respeite a democracia.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro se juntou ao coro de apoio, afirmando que o povo venezuelano “tem motivos para comemorar” a ação de Trump, considerando-a um passo rumo ao fim de uma tirania. Castro enfatizou que Maduro é um ditador que viola direitos humanos, persegue opositores e desrespeita princípios democráticos. Para ele, a liberdade deve ser uma prioridade nas ações dos governos latino-americanos, assim como o combate ao narcoterrorismo na região.
Entretanto, nem todos os governadores adotaram uma postura favorável. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que também expressou interesse em uma candidatura presidencial, reconheceu a gravidade do regime de Maduro, mas condenou a utilização da força pelos Estados Unidos. Sua declaração reflete uma visão mais cautelosa, destacando a complexidade das relações internacionais e os riscos associados a intervenções militares.
A diferença de posicionamentos entre os governadores evidencia a divisão política no Brasil, especialmente em relação a temas internacionais. À medida que as eleições de 2026 se aproximam, as reações à intervenção dos EUA na Venezuela podem influenciar as estratégias políticas e a formação de alianças entre os candidatos. Assim, o debate sobre a legitimação de intervenções externas e suas implicações para a democracia na América Latina continua em pauta.

