Novidades no Sisu 2026
Para auxiliar os candidatos em um momento tão crucial, O GLOBO desenvolveu um simulador completo para os estudantes que participaram do Enem. Essa ferramenta oferece informações sobre a nota de corte de todos os cursos do ano anterior, destaca aqueles com as maiores taxas de concorrência e considera o peso que cada instituição lhe atribui nas provas do Enem para determinar a média final.
O simulador do GLOBO utiliza a sua nota, a qual pode ser consultada na Página do Participante do Enem. Assim que você tiver acesso, basta escolher o estado, o curso e o tipo de vaga que deseja (ampla concorrência ou cota).
Dica importante: Se você pertence a mais de um grupo social contemplado por cotas, experimente testar diferentes combinações. Existem vagas específicas, por exemplo, para pessoas negras, assim como outras que exigem um limite de renda. Além disso, existem ainda vagas que são destinadas a pessoas negras com limite de renda e que tenham cursado o ensino público. Cada uma dessas combinações pode gerar resultados distintos na plataforma do GLOBO. Por isso, vale a pena explorar todas as opções disponíveis.
A ferramenta leva em consideração como cada curso pondera as notas das provas do Enem (Redação, Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas). O sistema exibirá a média das notas levando em conta esses pesos, além de avaliar a probabilidade de aprovação, considerando as notas de corte do ano anterior e a relação entre o número de inscritos e de vagas disponíveis para 2024, o que ajuda a identificar os cursos mais disputados.
O que muda no Sisu?
Uma das principais inovações para este ano é a possibilidade de os estudantes utilizarem a melhor nota obtida nas últimas três edições do Enem para se inscrever no Sisu. Com essa mudança, as notas de corte de 2024 podem ser mais elevadas em alguns casos. O Ministério da Educação (MEC) afirma que essa ação aumenta as chances de preenchimento das vagas oferecidas, embora reconheça que “pode haver variação nas notas de corte” e assegure o “princípio da isonomia entre todos os participantes”.
Quando essa mudança entra em vigor? Anunciada em 24 de outubro, a nova regra já vale para o Sisu 2026, que receberá alunos que irão realizar o Enem 2025, além daqueles que já possuem notas nas edições de 2023 e 2024. A cada processo seletivo, os candidatos poderão usar as três edições mais recentes do Enem, o que significa que em 2027, as notas válidas serão as de 2024, 2025 e 2026.
Quem pode utilizar a nota?
Todas as pessoas que se formaram ou que estavam no terceiro ano em 2023 e 2024 têm a possibilidade de usar suas notas para concorrer no Sisu 2026. Aqueles que foram aprovados em um desses anos ou que não estão inscritos para o Enem 2025 também terão a chance de tentar vagas durante o processo seletivo em janeiro. Vale ressaltar que apenas as notas obtidas como treineiros — alunos que ainda não se formaram e que utilizam o exame para estudar — não são aceitas.
Como é feita a escolha da nota?
A seleção da nota a ser utilizada no Sisu é automatizada, considerando que cada instituição de ensino e cada curso define um peso para as provas do Enem (Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Redação). Isso significa que, se você deseja cursar Medicina, por exemplo, a instituição pode atribuir peso 3 para Ciências da Natureza e peso 1 para Ciências Humanas. Essa estratégia prioriza candidatos que demonstram um maior domínio nas disciplinas que são fundamentais para a carreira escolhida, resultando em uma nota final significativamente diferente da média aritmética convencional.
Como é calculada a nota do Enem?
É importante entender que a nota do Enem não é calculada simplesmente pela soma de acertos. Na verdade, o exame utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), uma metodologia que avalia a performance do candidato de maneira mais complexa. Isso significa que, se um candidato erra questões mais fáceis, mas acerta as mais difíceis, pode acabar com uma nota inferior àquela de alguém que acertou as fáceis e errou as difíceis. Essa abordagem visa desencorajar a prática de chutar questões, buscando refletir a real capacidade do estudante.
Portanto, a nota do Enem vai além da quantidade de acertos, levando em conta o nível de dificuldade das questões e a coerência na combinação de respostas do candidato. Dessa forma, é possível que um aluno tenha mais acertos no exame e ainda assim receba uma nota menor do que um colega que respondeu corretamente a menos questões.

