Movimentações no PL de Santa Catarina
O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, do PSD, manifestou forte oposição à decisão do PL de lançar Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, como candidato ao Senado por Santa Catarina. Pavan descreveu essa articulação como “uma loucura” e criticou a maneira como o partido tem tratado o estado, como se fosse “um balcão de negócios”.
Carlos Bolsonaro renunciou ao seu cargo de vereador e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina em dezembro do ano passado, o que o habilitou a concorrer a uma vaga no Senado. Sua candidatura intensificou a competição interna no PL local, gerando divisões entre os membros da legenda. Enquanto uma parte defende a candidatura da deputada federal Caroline de Toni, outra ala busca uma aliança com o senador Esperidião Amin, do PP. Essa possível aliança também está alinhada ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello.
Polarização e Pragmatismo Político
Pavan, em entrevista ao site Catarina Notícias, utilizou a situação como um exemplo da polarização que tem se intensificado na política brasileira, criticando a dicotomia entre direita e esquerda. Ele classificou essa polarização como “uma vergonha” e argumentou que as extremidades estão distantes das reais preocupações da população. “Quem não valoriza a família e a pátria? Todos somos iguais. Esses extremos representam uma enorme ignorância”, declarou.
O prefeito destacou que seu partido, o PSD, é um exemplo de pragmatismo político, mencionando que integra o governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, ao mesmo tempo em que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em âmbito nacional. Para Pavan, há um espaço para experiências bem-sucedidas em diversas ideologias e campos políticos.
Tensão na Direita Catarinense
A corrida pelo Senado em Santa Catarina está marcada por uma crescente tensão entre os grupos da direita local. Jair Bolsonaro já havia demonstrado apoio a uma chapa que inclui Caroline de Toni e Esperidião Amin, enquanto Jorginho Mello se prepara para apoiar a reeleição do senador. Recentemente, Amin ganhou destaque ao relatar, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o polêmico projeto de lei da Dosimetria, que foi aprovado pelo Congresso, mas vetado pelo presidente Lula no início de janeiro.

