Reestruturação no IBGE Levanta Preocupações
A recente decisão do IBGE de exonerar a coordenadora das Contas Nacionais, Rebeca Palis, gerou uma onda de demissões na equipe responsável pelos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB). A informação, divulgada pela colunista do GLOBO Míriam Leitão, revelou que, além de Palis, outros três servidores da divisão deixaram seus cargos, o que pode impactar os prazos de revisões e projetos em andamento, segundo relatos de funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Um dos primeiros a se desligar foi Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços, que se retirou em solidariedade à coordenadora. Logo depois, Claudia Dionísio e Amanda Tavares, respectivamente gerente das Contas Nacionais Trimestrais e gerente substituta, também pediram exoneração. Com essas mudanças, a liderança de uma das principais áreas de estatísticas do IBGE perde profissionais com vasta experiência, colocando em risco a integridade dos dados que serão apresentados.
É importante ressaltar que Rebeca Palis já atuava no cargo há 11 anos, tendo sido promovida devido à sua competência técnica e ao seu histórico de colaboração com o ex-diretor Roberto Olinto. Enquanto isso, os serviços do IBGE seguem, pois os recentemente desligados permanecem no instituto, embora não ocupem mais funções de gerência.
De fato, o cálculo do PIB trimestral continua a ser realizado normalmente até o presente momento, conforme relatórios de funcionários que preferiram permanecer anônimos. No entanto, especulações sobre a exoneração de Palis indicam que essa pode ser uma represália direcionada aos gestores que assinaram uma carta em oposição às políticas da administração de Eduardo Pochmann, que vem sendo alvo de críticas desde 2024, em meio a uma profunda crise administrativa.

