Preocupações da FIEMG com a Taxa Selic
Na última quarta-feira (28/01), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. Esta decisão gerou preocupação na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que alerta para os efeitos prolongados que essa medida pode causar na economia. Segundo a entidade, a manutenção dessa taxa tão alta tende a restringir investimentos produtivos, aumentar o custo do crédito, elevar os custos de produção e, consequentemente, comprometer a competitividade da indústria tanto no Brasil quanto em Minas Gerais.
A FIEMG destaca a importância do controle da inflação para a estabilidade econômica do país, mas não deixa de manifestar sua preocupação com as consequências negativas que o prolongamento da Selic nesse patamar pode trazer. A federação acredita que uma política monetária muito restritiva pode aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica, o que impacta diretamente a geração de empregos e a renda das famílias brasileiras.
Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, é enfático ao afirmar que “é necessário uma política monetária mais equilibrada, que consiga conciliar o controle da inflação com o estímulo ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento da competitividade da indústria nacional”. Ele ressalta que o Brasil enfrenta um cenário desafiador e que é preciso encontrar um meio-termo que beneficie tanto a estabilidade de preços quanto o crescimento econômico.
Impactos da Selic nos Investimentos e Empregos
A alta taxa de juros tem um efeito direto sobre os investimentos em setores produtivos, que se vêem desestimulados a aplicar recursos em novas iniciativas ou na expansão de suas operações. Além disso, com o crédito se tornando mais caro, muitas empresas enfrentam dificuldades para obter financiamento, o que pode levar à paralisação de projetos e, em última instância, à perda de postos de trabalho.
O contexto atual, marcado pela inflação elevada e pela incerteza econômica, torna a discussão sobre a taxa Selic ainda mais relevante. A FIEMG faz um apelo para que os formuladores de políticas considerem os efeitos colaterais da atual política monetária e busquem alternativas que garantam um ambiente econômico mais favorável ao desenvolvimento.
Com a crítica à manutenção da Selic em 15%, a FIEMG se une a outras entidades do setor produtivo que reivindicam uma revisão das estratégias monetárias do governo. A expectativa é de que, ao ouvir as demandas do setor industrial, os responsáveis pelas políticas públicas consigam promover um equilíbrio que beneficie a economia como um todo.

