Clube Alvinegro Retoma Atividades com Novas Contratações
O Botafogo conseguiu uma virada significativa ao ser retirado da lista de transfer ban da FIFA, após um acordo bem-sucedido entre John Textor, proprietário da SAF do clube, e o Atlanta United, dos Estados Unidos. Essa negociação permitiu que o Botafogo regularizasse o pagamento da dívida referente à contratação do meia-atacante Thiago Almada, prevista para ser paga em 2024.
Em um comunicado otimista divulgado pelo Botafogo, Textor expressou sua empolgação com a desmobilização do transfer ban, o que significa que o clube agora pode finalizar suas contratações para 2026. ‘Temos um novo sistema e uma nova mentalidade em campo, toda voltada para o ataque. As características e a ambição que nos trouxeram conquistas em 2024 estão de volta, e estamos prontos para colocá-las em prática em 2026. O foco será sempre no ataque’, afirmou o empresário.
A restrição estava vigente desde 31 de dezembro de 2025, afetando três janelas de transferências. Agora, com a liberação, o Botafogo poderá regularizar os jogadores que já haviam sido contratados, incluindo o atacante argentino Lucas Villalba, o volante Wallace Davi e os zagueiros Ythallo e Riquelme. Além disso, outras negociações estão em andamento com Cristian Medina, do Estudiantes, e Marco Di Cesare, do Racing, ambos da Argentina.
A SAF do Botafogo realizou um pagamento inicial de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 52 milhões) ao Atlanta United e se comprometeu a efetuar mais quatro parcelas de US$ 5 milhões, totalizando US$ 30 milhões. Este montante abrange US$ 21 milhões pela aquisição do atleta e US$ 9 milhões relativos a bônus contratuais e um repasse pela venda ao Atlético de Madrid, da Espanha.
Embora a operação tenha sido aprovada, não foi isenta de controvérsias. O banco BTG Pactual, contratado para avaliar os riscos envolvidos no empréstimo, não recomendou a transação. No entanto, Textor conseguiu persuadir o Conselho da SAF e o clube associativo, especialmente após se reaproximar do presidente João Paulo Magalhães, apresentando um plano ambicioso para o futuro.
Por outro lado, a gestão da Eagle, da qual Textor é sócio-majoritário, enfrentou críticas, especialmente após a nota divulgada pelo Botafogo social, onde os associados defenderam Textor e alegaram que a gestão anterior priorizava o Lyon, da França, em detrimento do Botafogo.
A decisão de aprovar o empréstimo levou à demissão de Thairo Arruda, CEO da SAF, que se opôs à transação devido aos altos juros e à promessa de venda futura de jogadores como garantia. Arruda, que teve papel fundamental na chegada de Textor ao clube, acreditava que a dívida poderia dobrar em menos de seis meses.
No campo, o Botafogo já tem seu próximo compromisso agendado. O alvinegro enfrentará o Vasco neste domingo, às 18h, no clássico da sexta e última rodada da Taça Guanabara do Campeonato Carioca. E no Campeonato Brasileiro, o desafio seguinte será contra o Fluminense na quinta-feira, 12 de fevereiro.

