Elogios ao STF e Perspectivas Políticas
O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, expressou sua aprovação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua recente atuação no combate aos “super-salários” que excedem o limite estabelecido pela Constituição Brasileira. Durante uma entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan, Alckmin comentou sobre a liminar concedida por Dino, que visa suspender os chamados ‘penduricalhos’ nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Ele destacou que a valorização de decisões que promovem a ética e a responsabilidade fiscal é essencial para a democracia.
“Quero fazer um elogio público ao ministro Flávio Dino, que está servindo ao povo brasileiro nesse escândalo dos super-salários, que não podem ultrapassar o teto constitucional. É fundamental reconhecer a importância do funcionamento do Supremo e seu impacto no regime democrático”, afirmou Alckmin.
A liminar, que exige que os órgãos reavaliem a legalidade de todas as verbas remuneratórias em até 60 dias, abrange benefícios que incluem o controverso ‘auxílio-peru’, ‘auxílio-panettone’, ‘auxílio-Iphone’ e ‘auxílio-locomoção’. Essa decisão será debatida no plenário do STF em 25 de fevereiro, onde os demais ministros analisarão suas implicações.
Relação com Lula e Futuro Político
Na mesma entrevista, Alckmin comentou sobre sua relação com o presidente Lula, afirmando estar “muito feliz” por trabalhar ao lado dele. Contudo, deixou claro que a definição de sua continuidade na chapa presidencial não ocorrerá no momento. “Estou muito feliz trabalhando com o presidente Lula, me dedicando ao país e atuando no Ministério da Indústria para implementar as reformas necessárias”, declarou.
Nos bastidores, Alckmin tem sinalizado a aliados que, caso não seja mantido como vice-presidente, não buscará outro cargo nas próximas eleições e se afastará do pleito deste ano. Essa declaração surge após o governo federal ter oferecido o cargo de vice ao MDB, buscando garantir apoio à candidatura de Lula.
Internamente, há especulações sobre a possibilidade de Alckmin disputar o governo de São Paulo. Ao ser questionado sobre essa possibilidade, ele mencionou que seu grupo político terá “um bom candidato”, mas insistiu que ele não será o escolhido. Durante a mesma conversa, fez elogios à atuação dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Planejamento, Simone Tebet, e do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), destacando a intenção deste último de se candidatar ao governo do estado.

