Atléticos Brasileiros em Outras Seleções
A Copa do Mundo de 2026 se aproxima rapidamente e o técnico Carlo Ancelotti está empenhado em definir os 26 convocados da seleção brasileira. Contudo, há atletas que, apesar de terem nacionalidade brasileira, estão aptos a representar outras nações durante o torneio, o que levanta questões sobre possíveis ausências no time canarinho.
No cenário europeu, por exemplo, destaca-se Gustavo Hamer. O meio-campista, nascido em Itajaí, Santa Catarina, tem se destacado no Sheffield United, clube da segunda divisão inglesa, e é um nome forte para a seleção holandesa.
Outro jogador que se torna opção para uma seleção diferente é Maurício, atual meia do Palmeiras. Ele conquistou a cidadania paraguaia em fevereiro e deve integrar a equipe paraguaia na Copa. Maurício fará companhia ao goleiro Carlos Coronel, que, com ascendência brasileira pela linha materna, já defende o Paraguai desde o ano passado.
Do lado dos anfitriões, Johnny Cardoso, natural de Nova Jérsei, está na lista de possíveis convocados dos Estados Unidos. Ele se mudou com a família para o Brasil quando ainda era bebê e foi revelado pelo Internacional, tornando-se um jogador promissor.
Tiago Coimbra também pode estar entre os convocados por um dos países-sede. Com um histórico nas categorias de base do Palmeiras, o atacante morou no Canadá durante a adolescência e jogou por três temporadas no HFX Wanderers, clube localizado na Nova Escócia.
No contexto asiático, o Catar tem a chance de contar com até três atletas de nacionalidade brasileira. Lucas Mendes, ex-jogador do Coritiba e Olympique de Marseille, Guilherme Torres, que passou pelo Corinthians, e Edmilson Junior são nomes que podem figurar na lista do técnico espanhol Julen Lopetegui.
Repescagens e Vagas em Jogo
O mês de março traz a Data FIFA, que será crucial para definir as últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026. Na Europa, 16 países estarão em disputa por quatro lugares no torneio, entre os dias 26 e 31.
Dentre as equipes na repescagem, Sylvinho, ex-técnico de Corinthians e Lyon, é o único brasileiro ainda com chances de participar da competição. Ele pode assumir o comando da Albânia, buscando garantir uma vaga inédita para o país com quase 2,5 milhões de habitantes.
A Itália, que busca retornar ao cenário mundial após ficar fora das últimas duas edições do torneio, não conta com jogadores de ascendência brasileira na atual delegação. Apesar de atletas como Jorginho, Emerson Palmieri e Rafael Tolói terem representado a Azzurra recentemente, a seleção now está sem este vínculo direto.
Entre as equipes em repescagem na Europa, apenas a Suécia pode incluir um jogador de ascendência brasileira. Niclas Eliasson, que defende o AEK, na Grécia, é filho de uma brasileira e foi convocado para a seleção sueca em outubro do ano anterior.
Batalha por Vagas na Repescagem Intercontinental
Fora do continente europeu, seis seleções competem por apenas duas vagas na repescagem intercontinental. Entre elas, a Bolívia conta com dois atletas que possuem laços com o Brasil: Robson Matheus e Enzo Monteiro, ambos filhos de pais nascidos no país tropical.
Com tantas possibilidades de atletas brasileiros ajudando outras seleções a brilhar na Copa do Mundo, a expectativa é alta para a competição de 2026, que promete ser recheada de emoções e surpresas.

