A Queda Histórica do Desemprego
A taxa de desemprego no Brasil registrou uma nova queda, alcançando 5,1% em dezembro de 2025. Este é o menor índice desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Apesar da pressão provocada por taxas de juros elevadas, o resultado se alinha às expectativas de analistas do mercado, refletindo um cenário de resiliência no mercado de trabalho.
Conforme os dados do IBGE, divulgados nesta sexta-feira, a taxa média de desocupação durante o ano de 2025 foi de 5,6%, marcando um novo recorde, superando a taxa de 6,6% registrada em 2024. Vale lembrar que, em 2021, a taxa de desemprego atingiu 14% devido aos impactos da pandemia de Covid-19.
População Ocupada e Renda em Alta
O número de brasileiros empregados também alcançou um recorde, totalizando 103 milhões de pessoas no trimestre que encerrou em dezembro, um aumento em comparação aos 101,3 milhões registrados em 2024. Contudo, cerca de 5,5 milhões ainda estavam à procura de uma oportunidade no mercado.
A coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, enfatizou que a redução do desemprego não se deu pela intensificação da subutilização da força de trabalho ou pelo desalento, que diminui a busca por trabalho. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, especialmente nas atividades de serviços”, destacou.
Melhora na Renda da População
A renda média dos brasileiros chegou a R$ 3.560, apresentando um leve aumento em relação ao trimestre anterior, que foi de R$ 3.574. Além disso, este valor superou os R$ 3.368 registrados em 2024, estabelecendo um novo recorde anual. O total da massa salarial atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, representando um crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior, quando o total foi de R$ 336,3 bilhões.
De acordo com Beringuy, o aumento na renda está relacionado à ampliação de empregos em setores de serviços, ocupados predominantemente por pessoas com maior escolaridade, além de um ajuste no salário mínimo. “As áreas que mais ampliaram a ocupação foram informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e administrativas, assim como setores da administração pública, educação, saúde e serviços sociais”, acrescentou.
Recordes em Empregos com Carteira e Autônomos
Os empregos formais também atingiram índices recordes em 2025. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada subiu para 38,9 milhões, ou seja, 1 milhão a mais em comparação a 2024. Ao mesmo tempo, houve uma leve diminuição no número de empregados sem carteira, que caiu de 13,9 milhões para 13,8 milhões no mesmo período.
Os trabalhadores autônomos também chegaram a um ponto histórico, totalizando 26,1 milhões, um aumento considerável em relação aos 25,5 milhões de 2024. Este cenário colaborou para a diminuição da taxa de informalidade no mercado de trabalho, que passou de 39,0% em 2024 para 38,1% em 2025.

