Indefinições nas Candidaturas ao Senado
A corrida pelas vagas ao Senado nas chapas do governador Elmano Rodrigues (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) está agitando o cenário político no Ceará. Dentro do Partido dos Trabalhadores, a presidência estadual está em busca de acomodar um candidato da legenda e outro de um partido aliado para concorrer às eleições, porém a decisão final deve ser adiada até junho ou julho. Por outro lado, a oposição enfrenta o desafio de destravar as negociações entre o grupo de Ciro e o PL.
O governo Elmano, apesar de bem avaliado pela população, percebe um aumento na popularidade de Ciro nas pesquisas de intenção de voto, o que reforça a urgência em consolidar a chapa majoritária. Para a candidatura petista, dois nomes estão em destaque: os deputados federais José Guimarães, que já ocupou a presidência do partido, e Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza. Recentemente, o ministro da Educação e ex-governador Camilo Santana anunciou sua saída do cargo para se dedicar à campanha no Ceará.
Além disso, a sigla está considerando mais quatro nomes para a segunda vaga ao Senado. Entre eles, destacam-se o senador Cid Gomes (PSB), os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Junior Mano (PSB), além do ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Apesar disso, Cid Gomes deixou claro que, caso seu partido tenha apenas uma vaga na chapa, ela deve ser destinada a Junior Mano.
Antônio Filho, conhecido como Conin e presidente estadual do PT, afirmou: “Vamos para a negociação na aliança pensando no projeto nacional de Lula, buscando assegurar que ele tenha maioria na Casa. Para a segunda vaga, todos os nomes discutidos têm história na política e legitimidade. Vamos considerar o alinhamento com o governo Lula para tomar a decisão.”
No entanto, há uma corrente dentro do PT cearense que defende a formação de uma chapa com Cid e Eunício ao Senado, com o objetivo de evitar uma aliança futura entre os irmãos Gomes após o resultado das eleições.
José Guimarães, por sua vez, rejeita a ideia de abrir mão de sua candidatura, destacando a importância de eleger senadores comprometidos com o estado e com o governo Lula: “Meu nome está referendado por tudo que tenho feito no Ceará e na liderança do governo Lula”, argumenta.
Desafios na Oposição
Do lado oposto, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) desponta como o líder nas pesquisas e deve garantir a primeira vaga ao Senado na chapa de Ciro. A definição do segundo nome, porém, depende da negociação do ex-ministro com o PL, que enfrentou dificuldades desde dezembro, após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestar oposição à aliança. Ela defende que o PL deve apoiar o senador Eduardo Girão (Novo) para o governo, em vez de Ciro.
No início deste mês, Ciro reafirmou seu interesse em formar uma aliança com o PL. Desde então, o diálogo tem se intensificado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à presidência, entrou em contato com Ciro e está previsto para visitar Fortaleza nas próximas semanas.
Para a vaga pelo PL, estão sendo cogitados o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente estadual da sigla, André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, que conta com o apoio de Michelle. Além disso, fora do PL, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), também é um nome cotado.

