Ex-Escrivão da PF Sob Investigação
A Corregedoria da Polícia Federal notificou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sobre um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investiga sua suposta falta ao cargo de escrivão. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (16). Com a publicação, Eduardo Bolsonaro tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa à comissão encarregada do caso.
O PAD foi instaurado em 27 de janeiro de 2026, pela Corregedoria da PF no Rio de Janeiro. As investigações buscam esclarecer se o ex-parlamentar se ausentou de sua função por mais de 30 dias consecutivos, sem justificativa, na delegacia da corporação situada em Angra dos Reis (RJ).
Informações sobre a Citação
O documento publicado no DOU também informa que Eduardo Bolsonaro se encontra em “lugar incerto e não sabido”. Desde fevereiro de 2025, ele reside nos Estados Unidos, onde se afastou das suas funções no Brasil.
O mandato de Eduardo na Câmara dos Deputados chegou ao fim em 18 de dezembro de 2025. Após o término de seu mandato, a Polícia Federal havia ordenado que ele retornasse ao cargo de escrivão, do qual esteve afastado durante o período em que exerceu a função de deputado. No entanto, o retorno não ocorreu. Em fevereiro de 2026, o corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro emitiu uma portaria que afastou Eduardo do cargo, determinando que ele devolvesse a carteira funcional e a arma de fogo.
Consequências do Abandono de Cargo
A ausência prolongada, por mais de 30 dias consecutivos e sem justificativa, pode ser considerada abandono de cargo por um servidor público. Diante disso, o Processo Administrativo Disciplinar pode culminar em sanções severas, incluindo a demissão do ex-deputado.
Alegações de Perseguição
Eduardo Bolsonaro justificou sua saída do Brasil alegando ser alvo de perseguições judiciais. Ele é réu em um processo por coação, relacionado à sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Este contexto levanta questões sobre sua defesa e se ele se pronunciará sobre as alegações que pesam contra ele.
Até o momento, não há informações sobre a data em que o ex-parlamentar pretende apresentar sua defesa ou os argumentos que usará perante a comissão responsável pela apuração.

