Setor de Serviços é o Grande Destaque
No acumulado de 2025, o estado do Paraná registrou a criação de 80.665 novos empregos com carteira assinada, resultado de 2.037.949 admissões e 1.957.284 desligamentos ao longo do ano. Esses dados foram coletados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e divulgados na última quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este desempenho positivo reflete um crescimento consistente em todas as cinco principais áreas de atividade econômica do estado.
O setor que mais contribuiu para este crescimento foi o de Serviços, responsável por 48.278 novas vagas. Em seguida, o Comércio gerou 14.401 empregos, a Indústria adicionou 13.831 postos, a Construção Civil contou com 2.150 novas contratações e a Agropecuária, 1.985.
Perfil dos Novos Empregados
Uma análise mais detalhada dos dados revela que a maioria das novas oportunidades foi ocupada por mulheres, com 46.051 postos, enquanto os homens garantiram 34.614 vagas. Além disso, pessoas com ensino médio completo foram as mais beneficiadas, somando 66.041 empregos. Entre os jovens com idades entre 18 e 24 anos, o número de novas vagas também se destacou, totalizando 50.088.
Desempenho Municipal
Curitiba, a capital paranaense, liderou a geração de empregos, com um total de 14.689 novas oportunidades. Atualmente, a cidade mantém um estoque de 822,1 mil empregos formais. Os municípios de Londrina (6.577), São José dos Pinhais (5.084), Cascavel (3.253) e Maringá (2.763) também apresentaram resultados positivos em 2025.
Contexto Nacional
Em nível nacional, o Brasil encerrou 2025 com um saldo positivo de 1.279.498 empregos formais. O total de admissões foi de 26,59 milhões, enquanto as demissões somaram 25,32 milhões. Isso resultou em um crescimento de 2,71% no estoque de trabalhadores com carteira assinada, que passou de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos.
Desempenho por Região
O Novo Caged revelou que todas as regiões do Brasil apresentaram resultados positivos. O Sudeste liderou a geração de empregos, com 504,97 mil novas vagas (+2,10%), seguido pela região Nordeste, que criou 347,94 mil (+4,38%), e pela Sul, que adicionou 186,12 mil (+2,16%). O Centro-Oeste teve um saldo positivo de 149,53 mil postos (+3,56%), enquanto a Região Norte registrou 90,61 mil (+3,81%).
Ranking por Estados
Os estados que mais contribuíram para a geração de novos empregos foram São Paulo, com 311.228 postos (+2,17%), seguido do Rio de Janeiro, com 100.920 novas oportunidades (+2,60%), e da Bahia, com 94.380 empregos formais (+4,41%). As maiores taxas de crescimento do emprego formal foram observadas no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí (+5,81%).
Atividades Econômicas em Alta
O balanço do ano mostra que todos os cinco principais grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos. O setor de Serviços foi o que mais se destacou, com a criação de 758.355 postos (+3,29%), seguido pelo Comércio, que adicionou 247.097 novas vagas (+2,3%). Nas atividades de Serviços, os segmentos de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários e profissionais foram os que mais cresceram, com 318.460 novas vagas (+3,12%).
Desafios no Mercado de Trabalho
No mês de dezembro, tradicionalmente marcado por retrações, o saldo de empregos foi negativo, com a perda de 618.164 vagas. Essa queda afetou tanto homens quanto mulheres, com os homens perdendo 348,4 mil postos e as mulheres, 269,7 mil. Os estados que enfrentaram as maiores perdas foram São Paulo (-224,2 mil), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil).
Salário Médio e Tendências Futuras
Em dezembro, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.303,78, apresentando uma leve queda em relação ao mês anterior, embora, na comparação com dezembro de 2024, tenha havido uma alta de 2,55%. Esses dados revelam um mercado de trabalho em transição, com desafios, mas também com oportunidades de crescimento.

