Aliança política se transforma na Baixada Fluminense
A corrida pelo governo do Rio tem na Baixada Fluminense um dos seus principais campos de batalha, com 13 municípios que reúnem alguns dos maiores colégios eleitorais do estado. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, emerge como o favorito entre os prefeitos locais, aproveitando a fragilidade da candidatura bolsonarista de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa, que perdeu apoios decisivos após a saída da federação União Progressista de sua chapa.
Impacto da saída da União Progressista na chapa do PL
Essa federação, formada pelo União Brasil e PP, abandonou a aliança com o PL, forçando o partido a reorganizar sua candidatura com a vereadora Fernanda Louback como vice e mantendo o senador Carlos Portinho e o deputado Carlos Jordy na disputa ao Senado. A mudança não só reduziu o tempo de televisão de Ruas, essencial para sua projeção no eleitorado fluminense, como também comprometeu a estratégia inicial do PL de capitalizar a estrutura dos prefeitos aliados na região.
A Baixada concentra dois dos maiores colégios eleitorais do estado: Duque de Caxias, com 635 mil eleitores, e Nova Iguaçu, com 615 mil, além de outras cidades como São João de Meriti, Belford Roxo, Magé, Mesquita, Nilópolis, Queimados e Itaguaí, todas com mais de 100 mil eleitores. A presença e o apoio dos prefeitos nessas localidades são decisivos para o resultado final da eleição ao Palácio Guanabara.
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Consolidação do apoio a Paes na região
O ganho mais simbólico para Paes veio com o apoio do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), que havia sido anunciado como vice de Ruas, mas deixou a chapa e migrou para o palanque do PSD. O atual prefeito Dudu Reina (PP) também declarou apoio ao ex-prefeito carioca, fortalecendo ainda mais sua base. Além deles, prefeitos como Andrezinho Ceciliano (Paracambi), Glauco Kaizer (Queimados), Haroldinho Jesus (Itaguaí), Jamille Cozzolino (Magé), Léo Vieira (São João de Meriti) e Fernanda Ontiveros (Japeri) integram o bloco que apoia Paes na Baixada.
Para ampliar seu desempenho fora do Rio, Paes escolheu a advogada Jane Reis (MDB) como vice, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, líder do clã emedebista local. O atual prefeito Netinho Reis, sobrinho de Jane, reforça a influência da família na região, consolidando a rede de apoio do PSD.
Desafios e perspectivas eleitorais
Embora Ruas mantenha bases relevantes, especialmente em São Gonçalo, cidade governada por seu pai, Capitão Nelson (PL), a saída da União Progressista fragilizou seu projeto na Baixada. A neutralidade formal da federação não impediu que quadros do Centrão se aproximassem do palanque de Paes, ampliando sua penetração na região.
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Ruas, que foi secretário das Cidades na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), contava com a aliança para ganhar musculatura eleitoral, mas precisou adaptar sua estratégia para uma chapa “puro-sangue”. Enquanto isso, Eduardo Paes consolida sua liderança entre os prefeitos do cinturão fluminense, um movimento que pode refletir decisivamente no resultado da eleição ao governo do Rio.

