Disputa Eleitoral Mantém-se Estreita no Segundo Turno
A Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) revela uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno. Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%, mantendo a diferença dentro da margem de erro, caracterizando o empate técnico.
Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que o cenário permanece muito acirrado, com variação mínima em relação à pesquisa anterior. Segundo ele, a oscilação de um ponto percentual não permite concluir sobre uma possível virada ou vantagem definitiva para qualquer dos candidatos.
Detalhes da Pesquisa e Perfil do Eleitorado
Encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistados com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08535/2026.
Os números indicam que Flávio Bolsonaro oscilou de 46% para 45%, enquanto Lula manteve 44%. O percentual de votos em branco, nulos ou abstenções permaneceu em 9%, e os indecisos passaram de 1% para 2%.
Movimentos Entre Grupos Sociais e Evolução da Rejeição
Um destaque da pesquisa é o aumento da vantagem de Lula entre os beneficiários do Bolsa Família, passando de 60% para 62%, enquanto Flávio caiu de 31% para 27% nesse segmento. Essa movimentação amplifica a vantagem do petista neste grupo específico.
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Na pesquisa espontânea, o número de eleitores indecisos dobrou, passando de 7% para 14%, com Flávio e Lula empatados em 40% cada. A rejeição ao presidente Lula também diminuiu, caindo de 53% para 47%, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou pequena redução, de 54% para 52%.
A avaliação do governo mostra leve melhora na aprovação, subindo de 45% para 46%, e queda na desaprovação, de 48% para 47%. No entanto, o receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder supera novamente o medo de uma reeleição de Lula, com 44% contra 42%, revertendo o empate numérico da pesquisa anterior.
Distribuição dos Votos e Decisão do Eleitor
Felipe Nunes destaca a alta retenção de eleitores do primeiro turno por ambos os candidatos: 94% para Flávio Bolsonaro e 95% para Lula. Dos 9 milhões que votaram em outras opções, 43% migraram para Flávio e 37% para Lula. Entre os que não votaram ou anularam o voto, 40% agora optam por Lula, contra 36% para Flávio.
A rejeição a Flávio Bolsonaro é particularmente alta entre beneficiários do Bolsa Família, atingindo 68%, contra 27% para Lula neste grupo.
Transferência de Votos Detalhada
A pesquisa também analisou a transferência de votos de eleitores de outros candidatos no primeiro turno. Eleitores de Augusto Cury passaram a declarar 48% de apoio a Lula e 33% a Flávio. Já eleitores de Ronaldo Caiado aumentaram seu apoio a Flávio para 57%, enquanto o apoio a Lula caiu para 21%. Entre eleitores de Renan Santos, Lula cresceu para 25%, e Flávio para 51%.
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Entre aqueles que não votaram ou anularam, Lula tem 40% das intenções de voto, e Flávio, 36%.
Aumento da Indecisão e Expectativa de Vitória
O dado mais marcante da pesquisa está no voto espontâneo, onde Flávio e Lula empatam com 40% cada, enquanto o percentual de indecisos dobrou em relação à pesquisa anterior. Entre mulheres, a indecisão saltou de 8% para 17%, e entre eleitores independentes passou de 13% para 31%.
Quanto à firmeza da decisão de voto, 90% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 10% ainda podem mudar de opinião. Entre os eleitores de Lula, 90% mantêm a decisão, e entre os de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 93%.
Na expectativa de vitória, 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro será o vencedor, número ligeiramente superior ao da pesquisa anterior, e 37% apontam Lula como favorito.
Próximos Movimentos na Eleição
O cenário permanece estável e acirrado, com pouca variação nas intenções de voto e índices de rejeição. A movimentação entre os segmentos sociais, especialmente entre beneficiários do Bolsa Família, e o crescimento da indecisão são pontos que podem influenciar os próximos passos da campanha. As próximas pesquisas e ações dos candidatos deverão ser acompanhadas com atenção para avaliar possíveis mudanças no quadro eleitoral.

