John Textor Defende sua Gestão no Botafogo
John Textor, que assumiu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo em 2022, fez declarações contundentes sobre a atual situação do clube. Em uma entrevista à ESPN, o empresário norte-americano negou a existência de uma “quebra de acordo” por parte de sua gestão e pediu que o clube social desbloqueie judicialmente a entrada de receitas. Para Textor, a comparação com situações de outros clubes, como o Vasco, não se aplica ao caso do Botafogo.
“Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos”, afirmou Textor, enfatizando a normalidade na movimentação financeira de um clube de futebol.
O empresário também criticou certos membros do clube social que têm levantado críticas à sua gestão na imprensa, alegando que eles se negam a assinar documentos que poderiam possibilitar um financiamento mais saudável. “Mais grave ainda, eles claramente recorreram à Justiça para bloquear receitas de transferências que estavam por entrar”, completou Textor, destacando a dificuldade que a SAF enfrenta devido à oposição interna.
Crise na SAF e Disputas Judiciais
A SAF do Botafogo enfrenta um momento de crise financeira e institucional, exacerbada por uma disputa judicial entre John Textor e credores da Eagle Holding Football. Embora Textor tenha visto seus poderes como diretor da Eagle Bidco suspensos, ele permanece à frente da gestão do Botafogo por meio de uma liminar. A Eagle Bidco, subsidiária britânica da Eagle Holding Football, se encontra em conflito judiciário que pode impactar diretamente o clube.
Recentemente, a Justiça do Rio de Janeiro extinguiu um processo que corria desde o ano passado referente à disputa pelo controle da SAF. A decisão determina que o caso seja resolvido na Câmara de Mediação e Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas (FGV), oferecendo um caminho para a resolução das questões financeiras que envolvem o clube.
O Lyon, clube francês também gerido por Textor, passou por um rebaixamento devido a irregularidades financeiras, o qual foi revertido após sua saída do clube em junho de 2025. A partir de então, Botafogo e Lyon têm trocado acusações sobre dívidas e operações financeiras, complicando ainda mais a situação financeira da SAF do Glorioso.
Posicionamento de Textor e Expectativas Futuras
Em seu posicionamento à ESPN, Textor reafirmou a confiança em sua gestão e a necessidade de um apoio mais sólido do clube social. “Além disso, nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF, e isso foi feito antes do prazo”, relatou o empresário. Ele declarou que, até o momento, não houve notificações do clube social sobre alegações de descumprimento de contrato.
Textor expressou a esperança de que a situação com o clube social melhore, afirmando que muitos apoiadores existem, apesar das críticas. “Tentarei esclarecer a situação para o restante do clube social nos próximos dias e semanas. Tenho certeza de que essas grandes reuniões do conselho começarão a mudar suas opiniões assim que tiverem informações melhores”, afirmou, sugerindo que um diálogo mais aberto pode levar a melhores resultados.
Por fim, ele questionou a expectativa de que membros do clube social esperem 30 dias para agir. “Por que esperar? Eles deveriam assinar os documentos de que precisamos para trazer capital. Neste momento, o clube social faz parte do problema. Eles deveriam fazer parte da solução”, concluiu.

