Imersão no CERN: Uma Oportunidade para Educadores
Nesta semana, 24 professores de ensino médio de escolas públicas brasileiras estão imersos na primeira edição do Brazilian Teacher Program, uma iniciativa da Escola Brasileira de Física realizada no renomado Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), localizado na fronteira entre a França e a Suíça, nas proximidades de Genebra. Sob a coordenação da professora e pesquisadora Sandra Padula, vinculada ao Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp, o grupo busca enriquecer sua formação e atualizar conhecimentos na área de física.
A participação dos educadores brasileiros no evento é garantida pela condição de país associado do Brasil ao CERN, status que foi conquistado em 2024. Além de Padula, as atividades são lideradas pela professora Miriam M. Gandelman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e contam com a colaboração de outros docentes da instituição carioca. Com uma trajetória de colaboração com o CERN desde 2009, Sandra Padula tem sido uma figura chave na conexão entre os pesquisadores brasileiros e o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider).
Atividades do Brazilian Teacher Program no CERN
O Brazilian Teacher Program teve início no dia 19 e se estende até sexta-feira, 24 de abril. O objetivo da programação é proporcionar experiências práticas em laboratórios de alta tecnologia, visando não apenas a atualização em física, mas também o estímulo ao interesse pela ciência na educação básica. Os participantes poderão usufruir de uma agenda repleta de palestras, visitas técnicas, exposições e oficinas práticas que irão apresentar as mais recentes pesquisas na fronteira do conhecimento científico.
Um dos principais objetivos do programa é formar “embaixadores” do conhecimento, que serão responsáveis por disseminar o aprendizado adquirido entre a nova geração de físicos, engenheiros e profissionais na área de tecnologia da informação. Todos os professores selecionados para essa primeira edição do evento fazem parte do quadro permanente de redes públicas de ensino, abrangendo tanto instituições estaduais quanto federais. A seleção dos educadores foi realizada por meio de um edital público de abrangência nacional.
Parcerias e Reconhecimento Internacional
A primeira edição do Brazilian Teacher Forum no CERN foi anunciada em janeiro deste ano, fruto de uma colaboração entre o governo federal e importantes instituições científicas, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Sociedade Brasileira de Física (SBF).
Com a adesão oficial do Brasil como membro associado do CERN em 2024, o país se junta a uma rede de 25 Estados-Membros, que incluem nações da comunidade científica europeia. Atualmente, são 11 os países associados, dentre eles Brasil, Chile, Croácia, Chipre, Índia, Irlanda, Letônia, Lituânia, Paquistão, Turquia e Ucrânia. A convenção do CERN, que definiu este importante centro de pesquisa, foi assinada em 1953 por 12 Estados fundadores, todos europeus, e entrou em vigor no ano seguinte.
A imagem a seguir mostra a comitiva de educadores brasileiros, capturada durante uma visita ao Centro de Controle do CERN, onde se localiza o monitoramento do acelerador LHC (Large Hadron Collider).

