Tragédia na Montagem do Palco
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) anunciou nesta segunda-feira (27) que autuará a MG Coutinho Serviços Cenográficos, responsável pela montagem do palco do aguardado show da cantora Shakira, que ocorrerá na Praia de Copacabana no próximo sábado (2). A decisão foi tomada após a morte trágica de um trabalhador durante os preparativos para o evento, que atraiu atenção nacional.
O operário, Gabriel de Jesus Firmino, de apenas 28 anos, sofreu um grave acidente quando ficou prensado em um sistema de elevação, enquanto realizava seu trabalho na montagem do palco. Relatos indicam que ele foi retirado do equipamento por colegas antes da chegada do Corpo de Bombeiros, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon.
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A equipe do Crea-RJ, que supervisiona a montagem desde o dia 7 de abril, constatou que a empresa não possuía registro no conselho para realizar atividades de engenharia, nem tampouco um responsável técnico. Tal irregularidade levanta preocupações sobre a segurança dos trabalhadores envolvidos na montagem do espetáculo.
O Crea-RJ também requisitou informações sobre as empresas e profissionais que prestam serviços para o evento à produtora Bônus Track, responsável pela produção do show. A nota enviada pelo conselho estabelece um prazo de quatro dias para que a empresa apresente documentos como contratos e notas fiscais, visando esclarecer a situação.
A Agência Brasil tentou contato com a MG Coutinho Serviços Cenográficos, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta. Contudo, a Bônus Track emitiu uma nota lamentando o falecimento de Gabriel e garantindo que está prestando apoio à família da vítima.
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Investigação em Andamento
O caso agora está sob investigação da Polícia Civil, com o delegado Ângelo Lages, da Delegacia Policial de Copacabana, à frente da apuração. Em entrevista à imprensa, Lages revelou que está considerando as possibilidades de classificar a morte como homicídio culposo ou um acidente de trabalho. As investigações se concentram na análise do equipamento envolvido no acidente.
Segundo o delegado, há indícios de que Gabriel estava soldando uma peça e, ao dar um comando para que um operador baixasse o elevador, acabou sendo prensado entre os equipamentos. A polícia está avaliando se houve negligência ou imprudência no processo.
Na mesma data, a perícia técnica da Polícia Civil retornou ao local do acidente. Lages acredita que a investigação poderá ser concluída em cerca de um mês, uma vez que o laudo da perícia deve ser finalizado em 30 dias. Essa tragédia traz à tona a necessidade de reforçar as normas de segurança em eventos de grande porte, garantindo a proteção de todos os trabalhadores envolvidos.

