Alta constante dos aluguéis no país
O Índice de Variação de aluguéis residenciais (IVAR) registrou avanço de 0,29% em agosto de 2026, sinalizando a continuidade do aumento nos valores dos aluguéis residenciais no Brasil. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador permaneceu praticamente estável, passando de 5,08% em julho para 5,09% em agosto. Esse desempenho confirma um cenário de moderação no mercado de locação que vem se consolidando desde o ápice alcançado no final de 2025.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, “o IVAR Brasil fechou agosto mantendo o processo de desaceleração observado desde o pico no fim de 2025, com a taxa em 12 meses caindo de níveis superiores a 8% para cerca de 5%. Essa tendência está alinhada à menor pressão da demanda por locação residencial, decorrente do arrefecimento gradual da atividade econômica e do custo de crédito elevado”. Ainda assim, o especialista ressalta que existem dinâmicas locais bastante distintas, como em Belo Horizonte, onde os reajustes seguem acelerando, refletindo um mercado de locação mais restrito, provavelmente em razão da oferta limitada.
Destaques regionais e variações mensais
Entre as capitais analisadas, três registraram alta no valor dos aluguéis em agosto. Belo Horizonte liderou com um aumento de 1,05%, seguida por São Paulo, que teve alta média de 0,30%. No Rio de Janeiro, os preços subiram 0,24%. Porto Alegre foi a única capital a registrar queda, com recuo de 0,14% no período.
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Na análise acumulada em 12 meses, Belo Horizonte acelerou com a taxa subindo de 7,77% para 8,47%. São Paulo também mostrou crescimento, passando de 4,33% para 4,58%. Porto Alegre, por sua vez, desacelerou significativamente, com o índice caindo de 4,12% para 3,36%. O Rio de Janeiro manteve uma leve desaceleração, com a taxa anual diminuindo de 6,40% para 6,37%, porém, registrou a oitava alta mensal consecutiva, reforçando a pressão constante sobre os preços dos aluguéis na capital fluminense.
Impactos para o mercado carioca
O ritmo de aumento dos aluguéis no Rio de Janeiro revela um mercado em que a demanda ainda supera a oferta, ainda que a desaceleração anual seja sutil. Esse comportamento pode afetar diretamente o orçamento das famílias que dependem da locação residencial, sem sinais claros de reversão no curto prazo. A persistência dessa tendência sugere que os moradores da cidade devem se preparar para ajustes contínuos nos custos de moradia, o que influencia o consumo e a dinâmica econômica local.

