Treinador sob pressão e a busca pela recuperação
Em um desabafo contundente, Dorival Júnior pediu mais respeito pela profissão de treinador no Brasil. “É uma pena que isso não aconteça. Temos profissionais de alto nível que trabalham arduamente para inovar o futebol. Está na hora de resgatarmos as nossas origens”, afirmou. Neste contexto, após um empate sem gols na partida de ida, o treinador mostrou sua capacidade de adaptação ao abrir mão do estilo habitual, optando por um time mais aguerrido e focado na vitória. A estratégia de priorizar a intensidade e o contra-ataque se mostrou eficaz, resultando em uma trajetória vitoriosa.
O trabalho de Dorival no Corinthians vai além das quatro linhas. Em meio a um ambiente turbulento, marcado por crises políticas e financeiras — a dívida atual do clube gira em torno de R$ 2,7 bilhões —, o treinador precisou blindar o elenco. O foco na conquista do título foi mantido mesmo diante das adversidades, levando o time a um final de temporada bem-sucedido, especialmente após um início marcado por críticas severas e sua demissão da seleção brasileira após um jogo adverso contra a Argentina.
Reviravolta e gratidão
“Quando saí da seleção, minha intenção era não assumir nenhum trabalho neste ano. No entanto, após meu primeiro contato com Fabinho Soldado, diretor de futebol, decidi contrariar a vontade da minha família e aceitar o convite. Precisava provar algo a mim mesmo”, revelou Dorival. O ex-treinador da seleção brasileira, que enfrentou zombarias e críticas pela sua passagem, manifestou sua gratidão a quem o apoiou durante esse período difícil. “Vencemos todos os nossos adversários fora de casa e sou eternamente grato a quem confiou em meu trabalho. Para os céticos e zombadores, um boa-noite e obrigado, pois isso só nos motivou a crescer e melhorar”, concluiu.

