Análise do Cenário Político para 2026
A polarização política no Brasil, marcada pela disputa entre o PT e o PL, continuará a influenciar as eleições que se aproximam. De acordo com as últimas pesquisas eleitorais, se a votação ocorresse hoje, Luiz Inácio Lula da Silva teria grande chance de conquistar um quarto mandato como presidente. Por outro lado, o PL, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na sede da Polícia Federal em Brasília, se destacaria como a principal força política em várias unidades da Federação e no Senado.
Esse panorama foi delineado a partir de levantamentos realizados em diversas regiões do Brasil. Desde as eleições municipais do ano passado, o Correio da Manhã tem reunido os dados mais recentes disponíveis para oferecer uma visão clara da disputa. O levantamento considera o cenário estimulado que cada instituto apresenta para as diferentes esferas, tanto para as eleições estaduais quanto para o Senado.
As projeções indicam que o PL pode eleger até oito governadores em 2026. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Luciano Zucco, líder da oposição na Câmara, é o candidato forte. Em Santa Catarina, o atual governador Jorginho Mello também busca a reeleição, enquanto em Minas Gerais, o senador Cleitinho está à frente da corrida. O União Brasil, por sua vez, deve garantir a eleição de seis governadores, com destaque para Sergio Moro no Paraná e ACM Neto na Bahia.
Os Partidos que Devem se Destacar
Além do PL e do União Brasil, partidos como PSD e MDB também estão posicionados para conquistar governadorias. O PSD, por exemplo, tem nomes fortes como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, enquanto o MDB poderá contar com Cícero Lucena, atual prefeito de João Pessoa, na Paraíba. Já os Republicanos e o PSB têm a expectativa de eleger dois governadores cada, com Tarcísio de Freitas em São Paulo e João Campos no Recife, respectivamente.
No âmbito do Senado, a expectativa é que o PL consiga eleger até 16 novos senadores, dado que dois terços do Senado estarão em jogo nas próximas eleições. Nomes como o vereador Carlos Bolsonaro, que pode se candidatar por Santa Catarina, e Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, pelo Distrito Federal, estão entre os possíveis candidatos do PL.
O PSD, que teve sucesso nas eleições municipais do ano passado, também aparece forte, com potencial para eleger até oito senadores. Nomes como o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ministro Alexandre Silveira, de Minas Gerais, são cotados. O PT e o PP têm chances de eleger sete senadores cada, com Rui Costa na Bahia e Arthur Lira em Alagoas, respectivamente.
Perspectivas por Estado
No Rio Grande do Sul, uma pesquisa da Real Time Big Data revela que Luciano Zucco lidera com 27% das intenções de voto, enquanto Juliana Brizola (PDT) e Edegar Preto (PT) disputam acirradamente o segundo lugar, ambos com 21%. Para o Senado, Eduardo Leite (PSD) está na frente com 19%.
Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) mostra uma liderança confortável com 41%, seguido por João Rodrigues (PSD) com 19%. No Senado, Caroline de Toni (PL) tem 25,4%, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) aparece em segundo com 21,6%.
No Paraná, Sergio Moro (União Brasil) lidera com 40,1%, e para o Senado, Deltan Dalagnol (Novo) tem uma margem de 30,2% sobre Filipe Barros (PL). Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida com 48,4%, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece em segundo com 25,5%.
Em Minas Gerais, Cleitinho (PL) está na frente com 38% das intenções de voto. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) estão empatados com 30%. A disputa está acirrada na Bahia, onde ACM Neto (União Brasil) lidera com 44%. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) se destaca com 35%.
Por fim, as previsões para os estados do Norte e Centro-Oeste também são promissoras para os candidatos do PL e aliados, indicando um cenário de polarização que ainda deve prevalecer. Com o avanço das campanhas e os debates, as pesquisas certamente serão atualizadas, refletindo a dinâmica do eleitorado.

