Flamengo Sem Cota de R$ 1 Milhão: Entenda os Detalhes
Seis meses após a realização do Mundial de Clubes, o Flamengo se destaca como o único clube carioca a não receber a cota de R$ 1 milhão destinada pelo Governo do Estado. Enquanto Botafogo e Fluminense já receberam o valor em outubro, o Rubro-Negro enfrenta um impasse com a administração pública, que estabelece a emissão de nota fiscal como uma das condições para a liberação do pagamento.
Em dezembro, o Flamengo formalizou um pedido ao governo, questionando a necessidade dessa emissão. Em uma carta assinada pelo diretor geral Paulo Dutra, o clube argumenta que essa exigência não apenas desconsidera sua natureza de associação civil sem fins lucrativos, mas também o fato de que os recursos em questão não estariam vinculados a impostos.
De acordo com a Secretaria de Estado de Turismo, todos os pagamentos realizados pelo governo estão condicionados ao cumprimento das exigências legais, incluindo a necessária emissão de nota fiscal, conforme estipulado em contrato. A pasta ressalta que tanto Fluminense quanto Botafogo optaram por executar seus projetos por meio de empresas contratadas, atendendo a todos os requisitos legais exigidos e, por esse motivo, já receberam os recursos.
Após o Flamengo questionar a exigência da nota fiscal, o caso foi encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para uma análise sobre o enquadramento tributário, e o processo continua dentro do prazo legal previsto.
Uso dos Recursos: Steven o Fomento ao Turismo
Os recursos destinados aos clubes saem da Secretaria de Turismo do Governo, com o objetivo de fomentar, promover e desenvolver o turismo. Cada um dos clubes cariocas que participaram do Mundial criou uma casa associada à sua marca nos Estados Unidos, onde realizam ações para atrair torcedores, vender produtos e promover a imagem de suas equipes.
O Flamengo, em sua argumentação, defende que um recibo de pagamento seria juridicamente suficiente para as receitas não tributáveis. O clube ressalta que os recursos não se referem a um contrato de prestação de serviços, portanto, não estariam sujeitos à incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que prevê um desconto de 5% sobre a cota, equivalente a R$ 50 mil.
A situação do Flamengo destaca a complexidade das relações entre clubes e governo, especialmente quando se trata de financiamento público e as condições necessárias para sua liberação. O desfecho desse impasse ainda depende da análise da Procuradoria e das decisões que a secretaria tomará em relação ao procedimento da cota.

