Prevenção da Mononucleose Durante o Carnaval
As celebrações de verão, especialmente o Carnaval, trazem consigo uma preocupação significativa: a mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como a ‘doença do beijo’. Transmitida predominantemente pela saliva, essa condição, que anteriormente era mais frequente entre crianças, também pode afetar adolescentes e adultos, principalmente em momentos de maior contato físico, como nas festividades.
De acordo com o doutor Celso Granato, infectologista do grupo Fleury, o cenário da doença varia conforme o contexto socioeconômico. “Nos países de maior desenvolvimento econômico, a infecção ocorre geralmente na adolescência, por volta dos 14 a 16 anos. Isso acontece porque o vírus da mononucleose, uma vez adquirido, permanece no organismo pela vida toda. Embora não cause problemas diretos, continua presente na região da boca e pode ser liberado através da saliva”, explica o especialista.
O risco de contaminação aumenta consideravelmente em situações de troca de saliva, como os beijos mais intensos. “Se você não teve a doença na infância e beijar alguém que já teve, existe uma grande possibilidade de contrair o vírus”, alerta doutor Celso.
Os sintomas da mononucleose incluem febre alta, dor de garganta intensa, fadiga extrema e inchaço dos gânglios linfáticos. O tratamento é focado principalmente em aliviar esses sinais desconfortáveis. “A recomendação é usar antipiréticos como Novalgina e garantir uma boa hidratação, pois a febre pode levar à desidratação. Além disso, é importante evitar atividades físicas intensas, já que o aumento do fígado e do baço pode ser um fator de risco para rupturas”, diz o doutor Granato.
Assim, durante as festividades, é fundamental ter cautela e um cuidado redobrado com a saúde. As pessoas devem se conscientizar da importância de evitar beijos mais intensos com estranhos e, se possível, adotar práticas de higiene, como lavagens frequentes das mãos e o uso de copos individuais. Essas medidas simples podem fazer a diferença na prevenção da mononucleose infecciosa e garantir um Carnaval mais seguro para todos.

