Expectativas e Movimentações na Política Fluminense
O prazo para o pedido de vista que suspendeu o julgamento do governador Cláudio Castro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra no dia 18 de fevereiro. Essa informação é confirmada por fontes ouvidas pela coluna e adiciona mais um fator ao já tumultuado início de ano da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O cenário é tenso, com os deputados avaliando a possibilidade de uma eleição indireta para um eventual mandato-tampão de governador, caso Castro seja cassado, embora a possibilidade de uma reviravolta ainda esteja no horizonte.
Entre os parlamentares, há um consenso de que, se a cassação ocorrer até abril, a interpretação da legislação eleitoral pode permitir a realização de uma eleição direta, envolvendo os cerca de 13 milhões de eleitores do estado. Isso torna o cenário ainda mais intrigante para os envolvidos.
Cláudio Castro e outros políticos do Rio de Janeiro estão sob investigação do Ministério Público Eleitoral, que os acusa de utilizar o Ceperj para contratar 18 mil pessoas sem concurso público, as quais teriam atuado como cabos eleitorais, resultando em um gasto considerável de recursos públicos. A ministra relatora do caso no TSE, Isabel Gallotti, destacou a gravidade da situação, afirmando que o volume de recursos envolvidos é alarmante.
O ministro Antônio Carlos Ferreira solicitou vista do processo e adiou o julgamento logo após o voto da ministra Isabel, que ocorreu em novembro. Em dezembro, o mesmo ministro renovou o pedido de vista, cujo prazo termina logo após o carnaval, gerando expectativa sobre os próximos passos.
Com essa data se aproximando, partidos de esquerda estão se mobilizando para pressionar o TSE a concluir a análise do caso antes de abril. Essa movimentação reflete a relevância do caso não apenas para Cláudio Castro, mas também para a dinâmica política no estado do Rio de Janeiro, colocando em jogo a possibilidade de uma nova eleição.

