Disputa Empolgante na Lateral Esquerda
O Fluminense enfrenta um momento curioso nesta temporada. Enquanto o ataque carece de opções — com apenas John Kennedy disponível como centroavante —, a lateral esquerda se tornou um ponto de destaque no time. Renê e Guilherme Arana estão protagonizando uma disputa saudável, que promete intensificar o nível de atuação da equipe durante o ano. Renê, vestindo a camisa 6, consolidou sua posição como titular até aqui, enquanto Arana, ex-jogador do Atlético-MG, vem mostrando seu potencial a cada entrada em campo. No final das contas, o Fluminense sai ganhando com essa intensa concorrência interna.
“A disputa é sadia. Respeito muito o Renê. É um grande jogador, com passagem por diversas equipes. Tanto eu quanto ele queremos o melhor para o Fluminense. Tenho ciência das expectativas do torcedor em relação a mim. Meu objetivo é retribuir com um ótimo desempenho, mostrando ao treinador que pode contar comigo em qualquer posição que eu desempenhar”, destacou Arana.
Conhecido por sua habilidade ofensiva, Arana chegou ao Fluminense com a missão de aumentar a produção no ataque. Sua forma de atuar inclui apoio constante, com ultrapassagens à linha de fundo e chutes de diferentes distâncias. Embora ainda não tenha contribuído diretamente com gols ou assistências em seus seis jogos até o momento, ele já demonstrou qualidade suficiente para assumir o comando da lateral esquerda.
Por outro lado, Renê não está dando espaço para sua concorrência. Como lateral de construção, ele tem se destacado com passes precisos que criam oportunidades para volantes e meias. Um exemplo claro dessa sinergia ocorreu na vitória sobre o Grêmio, onde ele cobrou um escanteio que resultou em gol do argentino Lucho Acosta. Renê, além de quebrar a defesa adversária, é fundamental nas jogadas de bola parada do Fluminense.
“O Lucho é um craque. Ele consegue consertar qualquer bola, independentemente da situação em que chega. Fico contente com o trabalho que estamos desenvolvendo nas cobranças de falta. Temos treinado bastante, e o mais importante é ter liberdade para sentir o momento do jogo e alterar a jogada conforme necessário”, comentou Renê.

