Ex-presidente internado para tratamento de saúde
O ex-presidente Jair Bolsonaro passará o Réveillon deste ano internado em um hospital de Brasília devido a um quadro de hipertensão e a recentes procedimentos médicos. Segundo o cirurgião Cláudio Birolini, a expectativa é que ele permaneça na unidade até o dia 1º de janeiro, salvo novas intercorrências. A internação se deu após uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, realizada na última quinta-feira. No entanto, complicações levaram à necessidade de intervenções adicionais.
No último sábado, Bolsonaro passou por um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento que visa tratar episódios de soluços persistentes. No dia anterior, uma intervenção semelhante foi realizada no lado direito. De acordo com Birolini, o ex-presidente deve fazer uma nova endoscopia em breve, com a avaliação de resultados e complicações sendo aguardada nos próximos dias.
Condições de saúde em análise
Em relação aos episódios de apneia do sono, o médico informou que Bolsonaro realizou um exame de polisonografia, que confirmou a gravidade da condição. O ex-presidente apresenta cerca de 50 episódios de apneia por hora, o que demanda um monitoramento mais rigoroso durante sua recuperação. Para isso, ele poderá utilizar um equipamento específico que ajude a regularizar seu sono nos próximos dias.
Além disso, o cardiologista Brasil Caiado destacou que o ex-presidente enfrentou picos de hipertensão arterial durante a internação. No último sábado, após uma alteração em seu quadro, a dose de medicação foi dobrada para manter a pressão sob controle. Apesar das complicações, Caiado afirmou que Bolsonaro se encontra em um estado estável.
Entendendo os procedimentos realizados
O bloqueio do nervo frênico é uma técnica utilizada para tratar soluços persistentes, especialmente quando não há resposta adequada a tratamentos convencionais. Este nervo tem a função de controlar os movimentos do diafragma, e o bloqueio anestésico visa interromper as contrações involuntárias que causam soluços. Importante ressaltar que o procedimento é temporário e não causa paralisia permanente na respiração.
O tratamento, como o aplicado no caso de Bolsonaro, pode ser realizado de forma bilateral, permitindo que os médicos avaliem a reação do paciente antes da conclusão do processo. Este tipo de abordagem é indicado somente após uma cuidadosa análise clínica e é geralmente utilizado em situações em que há associações com problemas neurológicos ou gastrointestinais.
Aspectos adicionais sobre a hérnia inguinal bilateral
A cirurgia de hérnia inguinal bilateral, que Bolsonaro passou, é um procedimento comum, mas que pode trazer complicações, especialmente em pacientes com condições de saúde pré-existentes. A hérnia inguinal ocorre quando um órgão, geralmente o intestino, se projeta através de uma fraqueza nos músculos da parede abdominal. A cirurgia visa reparar essa fraqueza e evitar complicações futuras.
Com as festividades de fim de ano se aproximando, a situação de saúde do ex-presidente é um lembrete da fragilidade que pode acompanhar figuras públicas, mesmo em momentos de celebração. O acompanhamento constante e a comunicação transparente sobre sua condição são cruciais para a compreensão pública e para o planejamento de sua recuperação a curto prazo.

