Notificação e Medidas Adotadas
O estado do Rio de Janeiro registrou um caso de sarampo, conforme confirmação da Secretaria de Saúde (SES). Trata-se de uma mulher de 22 anos, que não possui histórico de vacinação e é funcionária de um hotel na capital. Embora sua identidade não tenha sido revelada, a SES agiu rapidamente após a notificação do caso. Foram implementadas medidas como a vacinação de bloqueio na residência e local de trabalho da paciente, além de uma varredura na área para identificar possíveis novos casos e imunizar a população local.
“O Ministério da Saúde está monitorando a situação de forma integrada com as secretarias de saúde municipal e estadual”, informou a SES, ressaltando a seriedade do evento.
Compreendendo o Sarampo e Seus Sintomas
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e que, no passado, era prevalente entre crianças brasileiras. Os sintomas característicos incluem manchas brancas na mucosa bucal e erupções cutâneas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Outros sinais da patologia são tosse contínua, inflamação ocular, corrimento nasal, febre, infecções de ouvido, pneumonia e até convulsões em casos mais graves.
O vírus pode causar complicações sérias, afetando as vias respiratórias e, em situações extremas, até mesmo o encéfalo.
Histórico dos Casos no Brasil
Este é o segundo caso diagnosticado no Brasil em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo, envolvendo uma criança de seis meses que estava na Zona Norte da capital. Essa criança tinha um histórico recente de viagem a La Paz, na Bolívia, onde um surto da doença está ativo. Em resposta a essa notificação, a SES paulista organizou uma campanha de vacinação na região, aplicando mais de 600 doses entre janeiro e fevereiro.
A SES enfatizou que esses casos não comprometem o status do Brasil, que continua livre da circulação endêmica do sarampo. O país mantém esse quadro mesmo após a revogação da certificação regional das Américas, em decorrência de surtos em nações como Estados Unidos, Canadá e México.
Desafios e Estratégias de Controle
Em 2025, o Ministério da Saúde conseguiu interromper a transmissão de 38 casos importados e a estratégia foi reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde. O Brasil havia registrado pelo menos 22 casos importados da Bolívia até agosto de 2025, predominantemente no Tocantins, onde reside uma significativa comunidade de bolivianos.
Vale lembrar que o Brasil obteve o certificado de país livre do sarampo em novembro do ano anterior, após ter perdido essa certificação em 2019, um episódio relacionado aos movimentos antivacina que cresceram globalmente, em parte impulsionados por ideologias de extrema-direita.
Ações e Recomendações de Vacinação
A vigilância epidemiológica alerta que qualquer caso suspeito de sarampo deve ser reportado e investigado imediatamente, dada a alta transmissibilidade do vírus. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. A tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é amplamente considerada segura e eficaz.
Sobre quem deve se vacinar, as recomendações são as seguintes:
- Crianças de 6 a 11 meses: Receber a Dose Zero (D0) em situações de risco elevado de exposição ao vírus, sem substituir as vacinas do calendário regular.
- Crianças a partir de 12 meses: 1ª dose aos 12 meses (tríplice viral) e 2ª dose aos 15 meses (tetraviral ou tríplice viral + varicela).
- Pessoas de 5 a 29 anos: 2 doses da tríplice viral, com um intervalo de pelo menos 30 dias.
- Pessoas de 30 a 59 anos: 1 dose da tríplice viral, caso não possuam comprovação de vacinação anterior.
- Profissionais de saúde e serviços: Devem assegurar que sua vacinação esteja em dia conforme as orientações do Ministério da Saúde.

