Articulações em Curso
À medida que se aproxima o ciclo eleitoral de 2026, as movimentações políticas na Bahia se intensificam, especialmente dentro do grupo opositor liderado por ACM Neto (União). Com uma equipe praticamente formada, a chapa majoritária da oposição deve ter Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador e Coronel (PSD) no Senado. Esses nomes emergem em meio a um cenário de definições que promete aquecer a disputas eleitorais no estado.
Atualmente, a oposição apresenta ACM Neto como o principal candidato ao Palácio de Ondina, enquanto João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania, já é considerado um nome certo para concorrer a uma das vagas no Senado. No entanto, a discussão sobre a vice-governadoria e a segunda vaga ao Senado ainda está aberta, com diversos nomes sendo cogitados.
Recentemente, Zé Cocá, prefeito de Jequié, tem ganhado destaque nas articulações. De acordo com interlocutores próximos ao grupo netista, sua influência regional se torna um ponto crucial na formação da chapa. A busca por um candidato com uma base forte no interior do estado é uma estratégia para evitar erros do passado, como a derrota eleitoral de 2022, quando ACM Neto foi superado por Jerônimo Rodrigues (PT).
Por outro lado, José Ronaldo, atual prefeito de Feira de Santana, manifestou a intenção de concluir seu mandato, o que complicaria sua participação na chapa. Cocá, por sua vez, reeleito com mais de 90% dos votos, se destaca pelo seu papel na região do Médio Rio de Contas e pela sua habilidade de articulação política.
Em meio a esses movimentos, Cocá condicionou sua entrada na chapa à formalização de compromissos com o governo, que envolvem a realização de obras importantes para Jequié e a construção de um aeroporto regional, um projeto considerado vital para o desenvolvimento local.
Além das negociações em torno da vice, outro ponto relevante na política baiana é a situação do senador Angelo Coronel, atualmente no PSD, que pode estar se movimentando em direção à oposição. A possibilidade dele se filiar ao União Brasil ainda está em aberto e é um tema que continua em discussão.
Paralelamente, a estratégia da oposição se fortalece com a expectativa de que a chapa se mostre competitiva nas urnas e consiga mobilizar o eleitorado, refletindo a nova configuração política do estado.

