Integração entre Arte e Tecnologia
O Instituto Burburinho Cultural, com sede no Rio de Janeiro, está lançando a terceira edição do projeto Engenhoka em Curitiba, programado para hoje, às 14h. Esta iniciativa oferece aulas gratuitas que combinam artes visuais e robótica educacional. O objetivo é estimular a criatividade e o raciocínio lógico, promovendo experiências inovadoras e tecnológicas entre estudantes da rede pública.
A escola escolhida para receber o projeto é o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, situado no Capão Raso. Para facilitar as atividades, a escola contará com um estúdio maker completo. Este espaço incluirá impressoras 3D, tablets e um kit de iluminação em LED, além de mobiliário e materiais pedagógicos essenciais para o desenvolvimento das oficinas. As aulas serão incorporadas à grade diversificada do ensino integral, especialmente nas matérias de Robótica e Programação.
Durante as oficinas, os alunos terão a oportunidade de explorar de maneira lúdica e criativa a interseção entre arte e tecnologia, mesclando conceitos artísticos com científicos. O projeto Engenhoka já havia chegado a Curitiba em 2025, durante sua segunda edição, e agora retorna com uma nova turma, marcando um importante passo na manutenção do espaço dedicado ao aprendizado.
Este ano, aproximadamente 480 estudantes serão beneficiados pela iniciativa. Além de Curitiba, o projeto será implementado também em outras cidades como Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP).
Uma Abordagem Multidisciplinar
O Engenhoka é um projeto que promove uma aprendizagem multidisciplinar. As oficinas são estruturadas de forma a conectar técnicas de artes visuais à robótica educacional. As atividades ocorrem em um estúdio maker bem equipado com várias ferramentas, incluindo impressoras 3D e material pedagógico diversificado. Ao final do projeto, toda a estrutura será doada à escola, ampliando as oportunidades de aprendizagem em tecnologia no contexto escolar.
A proposta não se limita apenas ao aprendizado técnico; ela também visa estimular a criatividade, concentração e o pensamento lógico dos alunos. Além disso, busca quebrar barreiras entre arte e ciência, reforçando a ideia de que robôs podem, sim, integrar elementos artísticos. “Participar do Engenhoka é reafirmar, dia após dia, que a cultura é uma ponte para oportunidades. Meu trabalho é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potenciais transformadores. A cultura abre portas, desperta talentos e mostra a essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, ressalta Joelma Veiga, produtora executiva e responsável pelo projeto.
Metodologia Inovadora
A metodologia do Engenhoka combina raciocínio lógico, prática tecnológica e referências da História da Arte dentro de um ambiente maker. Em cada escola participante, um professor e monitores conduzem as atividades com os alunos, seguindo um método estruturado em cinco módulos. Cada estudante recebe um box maker individual que contém ferramentas e informações necessárias para acompanhar o programa.
A pedagogia em robótica educacional foi desenvolvida pela Picodec Edtech, uma empresa especializada em cultura maker na educação. Esta organização elaborou a linha do tempo e a base pedagógica das aulas, conectando conceitos de robótica a obras de grandes artistas visuais que marcaram a transição entre os séculos XIX e XX.
Apoio à Cultura
O projeto Engenhoka se torna realidade graças à Lei de Incentivo à Cultura e ao patrocínio de empresas como ExxonMobil Brasil, ONS, Otis, Trident e SLB. A iniciativa é uma parceria entre a Burburinho Cultural e o Ministério da Cultura do Governo Federal, reafirmando seu compromisso com o povo brasileiro.
As escolas que serão contempladas no primeiro semestre de 2026 incluem o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros em Curitiba e a E.M. Orlando Villas Boas no Rio de Janeiro.

