Gretchen: O Retorno Triunfante nas Redes Sociais
Nos últimos dias, se você navega pelas redes sociais, certamente se deparou com a popularidade repentina de algumas músicas e receitas que têm tudo a ver com a figura carismática de Gretchen. Canções como “Freak lee boom boom”, “Conga conga”, “Piripipi” e “Tcha tcha tcha boom boom” estão novamente em alta, enquanto o famoso sorvete de flocos com suspiro ganhou destaque como uma nova tendência. De fato, a “rainha do rebolado” nunca esteve tão presente nas conversas online, especialmente no X, Instagram e TikTok, onde seu nome é frequentemente mencionado e celebrado.
Recentemente, internautas começaram a resgatar memes, vídeos e até declarações icônicas da artista, incluindo uma famosa alfinetada da lendária Elis Regina. Em uma entrevista publicada na revista Manchete, Elis comentou: “Dizem que sou a maior cantora do mundo, mas quem vende disco é a bunda da Gretchen”. Essa frase, que remete a 1987, após cinco anos da morte de Elis, é um exemplo perfeito do tipo de humor ácido que permeia a cultura pop brasileira.
Na década de 1980, com seu compacto “Conga, conga, conga”, Gretchen conquistou um Disco de Ouro, vendendo 500 mil cópias. Esse marco a colocou como o 8º artista mais vendido do Brasil em 1981, segundo a pesquisa da Nopem. No entanto, o reconhecimento da artista vai muito além de números e vendas. Como um internauta destacou, “A Gretchen é a cantora que mais sofreu com misoginia e machismo no Brasil. Em qualquer outro lugar do mundo, uma artista que vendeu 14 milhões de discos seria respeitada, mas sempre reduziram sua carreira a um estereótipo sexual”.
O Segredo da Atualidade de Gretchen nas Mídias Digitais
Mas o que faz Gretchen se manter tão relevante nas redes sociais? O repórter Emannuel Bento, do Jornal do Commercio, tenta responder a essa pergunta. Ele observa que é fascinante ver como pessoas de uma geração que nasceu após 2005 redescobrem Gretchen como uma diva pop brasileira. Mesmo sendo uma artista que alcançou o auge nos anos 70 e 80, sua presença constante nos principais programas de auditório ao longo das décadas permitiu que ela permanecesse no imaginário popular, até mesmo ressurgindo em realities dos anos 2010.
Esta relação entre passado e presente é evidente na forma como a nova geração consume a imagem de Gretchen. “A nossa geração contempla a Gretchen de forma cômica e irônica através de gifs e cortes de reality shows, mas esquecemos que ela foi uma it girl pin-up hipnotizante, com uma presença de palco única”, comentou um internauta, destacando os talentos e a estética que a consagraram na juventude.
O ex-BBB André Gabeh também se juntou à crescente onda de elogios, compartilhando uma publicação que ressaltava a importância de se lembrar do carisma e do estilo inconfundível de Gretchen. “Ela era a encarnação do carisma e sua linguagem corporal era única. E TODO MUNDO AMAVA”, enfatizou Gabeh.
A Importância Cultural de Gretchen e Seu Legado
Internautas têm ido ainda mais longe em suas análises. Um deles afirmou: “Para mim, Gretchen é o maior fenômeno cultural da história do Brasil. É impressionante como nós a focamos e como sua presença nas redes sociais se renova a cada ciclo. Ela é uma verdadeira rainha dos gifs, seu legado nunca cai em desuso”.
Outro usuário do Twitter acrescentou que a relevância de Gretchen se estende por todas as gerações. “O boom dela no Twitter começou há anos e, mesmo com a mudança de perfis, seu rosto nunca desapareceu. Ela continua sendo a maior”, disse, refletindo sobre a importância da artista na evolução da cultura digital no Brasil.
Com uma trajetória marcada por desafios e conquistas, Gretchen se reafirma como uma figura essencial na cultura brasileira, demonstrando que sua arte e seu trabalho transcendem o tempo e as barreiras de gerações.

