Paralisação e Demandas dos Servidores
A greve dos técnico-administrativos em educação, iniciada em fevereiro, já impacta pelo menos 42 universidades federais em todo o Brasil. A mobilização foi convocada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e, enquanto algumas instituições aderiram rapidamente, outras se juntaram ao movimento ao longo dos meses de março e abril.
Os principais pontos de reivindicação incluem o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve de 2024. Além disso, os servidores buscam:
- Defesa da jornada de 30 horas semanais com flexibilidade para atender a população;
- Implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para todos os profissionais, incluindo aposentados e pensionistas;
- Posicionamento contrário à Reforma Administrativa e ao Projeto de Lei 6170/2025.
A greve, embora não tenha interrompido as aulas, afeta significativamente serviços essenciais, como atendimento administrativo, emissão de documentos e o funcionamento de bibliotecas e setores de matrículas.
Instituições Atingidas pela Greve
Dentre as universidades que estão enfrentando a paralisação, destacam-se:
- Universidade Federal da Bahia (Ufba)
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
- Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
- Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
- Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Universidade Federal do Piauí (UFPI)
- Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)
- Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
- Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
- Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
- Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE)
- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
- Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
- Universidade Federal de Viçosa (UFV)
- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
- Universidade Federal do ABC (UFABC)
- Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
- Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
- Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
- Universidade Federal de Sergipe (UFS)
- Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)
- Universidade Federal do Tocantins (UFT)
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
- Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa)
- Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
- Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
- Universidade Federal do Acre (Ufac)
- Universidade Federal de Alagoas (Ufal)
- Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
- Universidade Federal do Pará (UFPA)
- Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
- Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa)
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
Reação do Governo e Negociações
Em resposta à situação, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que atendeu a diversas demandas dos técnico-administrativos na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano. Essa lei, conforme o governo, irá integrar o plano de carreira da categoria. Além disso, o MGI reafirmou que há um diálogo contínuo com representantes dos servidores. O Ministério da Educação (MEC), por sua vez, não respondeu aos contatos feitos até a última atualização desta reportagem.
A totalidade das negociações com as entidades representativas dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) resultou na assinatura do Termo de Acordo n° 11/2024, em 27 de junho de 2024, após meses de discussões. Esse acordo prevê a reestruturação da carreira e reajustes salariais programados para 2025 e 2026.
O acordo também estabeleceu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), com o objetivo de analisar a viabilidade técnica e jurídica das solicitações feitas pelos TAEs. Esse grupo já se reuniu mais de sete vezes entre 2024 e 2025, buscando atender as demandas da categoria, que incluem, dentre outras, o RSC e a jornada de 30 horas semanais.
Até o momento, o governo continua aberto ao diálogo, como demonstrado em uma reunião realizada em 15 de abril, em Brasília.

