Homenagens a Brigitte Bardot em Saint Tropez
A ativista e atriz francesa Brigitte Bardot faleceu no último domingo, dia 28, aos 91 anos. A notícia foi confirmada por meio de um comunicado da fundação que leva seu nome, enviado à Agência Reuters. Como forma de homenageá-la, admiradores deixaram flores e um urso de pelúcia na porta de sua residência em Saint Tropez, na França. As demonstrações de carinho e respeito foram amplamente divulgadas nas redes sociais, onde os fãs compartilharam imagens das homenagens e relembraram a trajetória marcante de Bardot.
A causa da morte ainda não foi revelada, mas a perda da icônica figura do cinema e ativismo gerou uma onda de tributos na mídia e nas redes sociais. Bardot, conhecida por sua beleza e ousadia, se destacou não apenas como uma das musas do cinema francês, mas também como uma fervorosa defensora dos direitos dos animais.
Um ícone do cinema e da liberdade feminina
Brigitte Bardot conquistou seu lugar na história do cinema ao estrelar filmes memoráveis, como “E Deus Criou a Mulher”, lançado em 1956, sob a direção de seu então marido, Roger Vadim. O filme gerou polêmica em sua época e foi censurado em vários países, mas também catapultou Bardot ao estrelato internacional. Na pele de Juliette, uma jovem com desejos intensos, a atriz se tornou um ícone da sensualidade e da liberdade feminina, desafiando normas sociais da época.
Além de sua carreira cinematográfica, Bardot teve uma vida pessoal repleta de relacionamentos que frequentemente atraíam a atenção da imprensa. Ela foi casada quatro vezes, incluindo com o ator Jacques Charrier, com quem teve seu único filho, e o multimilionário Gunter Sachs. Sua relação com o músico Serge Gainsbourg também foi notável, resultando em uma incursão bem-sucedida na música, com sucessos como “La Madrague” e “Harley Davidson”.
Ativismo e legado
A partir de 1970, Brigitte decidiu se afastar das câmeras para se dedicar integralmente à causa animal. Fundou a Fundação Brigitte Bardot e se tornou uma referência na luta contra a crueldade e exploração de animais. Ao longo de sua vida, participou de mais de 40 filmes, incluindo obras de diretores célebres como Henri-Georges Clouzot e Jean-Luc Godard, fazendo dela uma figura influente na indústria cinematográfica.
Coincidentemente, Bardot nasceu em 28 de setembro de 1934, em Paris, e sua juventude foi marcada por uma educação rigorosa que a levou a se aprofundar nas artes, começando a dançar ballet desde cedo. Aos 15 anos, ingressou no mundo da moda, atraindo a atenção de Roger Vadim, com quem se casou em 1952. O primeiro trabalho dela no cinema foi no filme “Le Trou Normand”, mas foi sua atuação em “E Deus Criou a Mulher” que consolidou sua fama.
Brigitte Bardot e sua conexão com o Brasil
Bardot também deixou sua marca no Brasil, especialmente na cidade de Búzios, onde esteve duas vezes em 1964. A primeira visita ocorreu em janeiro, quando ficou por quatro meses, e a segunda em dezembro. Sua presença ajudou a colocar Búzios no mapa do turismo internacional, e a cidade homenageia a atriz com uma estátua em sua lembrança. Essa trajetória internacional e seu impacto cultural continuam a ressoar entre admiradores e novos fãs ao redor do mundo.
A morte de Brigitte Bardot certamente deixa uma lacuna na cultura e no ativismo, mas seu legado como uma mulher ousada e apaixonada pela liberdade e pelos direitos dos animais viverá para sempre nas memórias de seus fãs.

