Investigação da PF Revela Ligações Comprometedoras
A Polícia Federal (PF) formalizou o indiciamento do presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, e do ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. A decisão surge após a conclusão das investigações sobre um esquema de vazamento de informações sigilosas no estado do Rio de Janeiro.
Além de Bacellar e TH Joias, a PF também indiciou outras três pessoas: Flávia Judice, Jessica Santos e Thárcio Salgado. Todos estão ligados ao presidente afastado e ao ex-deputado, ampliando o escopo das investigações que revelarão possíveis conexões entre setores da política fluminense e práticas ilícitas.
É importante destacar que o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, não foi indiciado. O motivo se deve à Lei Orgânica da Magistratura, que impede ações judiciais contra magistrados em determinadas circunstâncias, mesmo que o desembargador tenha sido preso temporariamente durante o avanço das investigações.
Os indiciamentos estão relacionados a crimes como organização criminosa, obstrução da Justiça, além de favorecer o interesse pessoal, revelando a gravidade da situação. A PF investiga indícios de tráfico de influência que ligam a política ao Judiciário no Rio de Janeiro, evidenciando a complexidade deste caso que envolve figuras públicas de destaque.
O inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde se concentra uma série de quebras de sigilos, tanto telefônico quanto bancário, que podem fornecer mais detalhes sobre as práticas ilícitas em questão. A PF tem trabalhado de forma intensa para esclarecer as denúncias e assegurar que a Justiça seja feita.
Em resposta às acusações, a defesa de Bacellar, em nota à CNN, afirmou que não existem provas concretas que possam vincular o presidente afastado a qualquer atividade ilegal ou ao vazamento de informações. O advogado Daniel Bialski declarou que as alegações são baseadas apenas em conjecturas e que o indiciamento é visto como uma ação arbitrária e desproporcional.
“O indiciamento foi realizado, na verdade, para justificar a atuação precipitada da Autoridade Policial, sem que haja substância nos elementos apresentados”, argumentou Bialski, elevando o tom da defesa em relação às acusações que pesam sobre seu cliente. A polêmica envolvendo os indiciamentos gerou grande repercussão nas redes sociais e na opinião pública, refletindo a tensão entre a política e o Judiciário em um dos estados mais influentes do Brasil.
A reportagem também tentou entrar em contato com a defesa de TH Joias, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço permanece aberto para novas declarações sobre o caso.

