Processo de Cassação de Cláudio Castro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu continuidade ao processo que analisa a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). No entanto, o julgamento foi novamente interrompido após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, que solicitou mais tempo para examinar o caso. A presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, anunciou que a retomada do julgamento ocorrerá no dia 24 de março. Neste momento, o placar é de 2 votos a 0 favoráveis à cassação de Castro, com cinco votos ainda pendentes.
O primeiro voto pela cassação foi dado pela ministra e relatora do processo, Maria Isabel Galotti, em novembro de 2025. O julgamento, porém, foi paralisado depois que o ministro Antônio Carlos Ferreira também pediu vista. Na sessão mais recente, Ferreira seguiu a mesma linha de raciocínio da relatora, votando a favor da cassação, o que, se mantido, pode resultar na inelegibilidade de Castro por até oito anos.
Acusados e Contexto do Processo
Além de Cláudio Castro, o processo inclui outros acusados, como o ex-vice-governador do Rio, Thiago Pampolha, o ex-presidente da Fundação Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes, e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que também ocupou o cargo de secretário de governo. A situação gera um clima de expectativa não apenas entre os envolvidos, mas também entre os eleitores e a sociedade civil, uma vez que as consequências do julgamento podem impactar a política fluminense.
Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia absolvido Castro e os demais acusados em relação às supostas contratações irregulares realizadas pela Ceperj e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O Ministério Público Eleitoral (MPE), no entanto, argumenta que Castro teria obtido uma vantagem eleitoral indevida ao recrutar 27.665 pessoas, o que custou aos cofres públicos aproximadamente R$ 248 milhões. O MPE alega que a descentralização de projetos sociais foi um fator que favoreceu essa situação.
O desdobramento deste caso segue como um dos principais assuntos políticos do estado, com repercussões que vão além da esfera judiciária. À medida que a data para a retomada do julgamento se aproxima, a pressão sobre os ministros do TSE pode aumentar, visto que o tema mobiliza não apenas a classe política, mas também a opinião pública. A expectativa é de que novos desdobramentos e informações relevantes surjam até o dia 24 de março, quando o TSE voltará a se reunir para deliberar sobre o futuro de Cláudio Castro e seus co-réus.

