Urgência na Definição de Candidaturas pelo PT
Marília Campos, prefeita da segunda maior cidade sob a gestão do PT no Brasil, Contagem (MG), manifestou sua insatisfação com a lentidão do partido na definição de candidaturas para este ano. No estado, que representa o segundo maior colégio eleitoral do país, o PT enfrenta um verdadeiro impasse na formação da chapa majoritária, que, até o momento, não conta com indicações para os cargos de governo estadual e Senado. Essa última vaga é particularmente desejada por Marília.
“O PT está com uma estratégia eleitoral, na minha opinião, atrasada. E não apenas em relação ao Senado, mas para todo o processo eleitoral. Isso é uma questão urgente”, declarou ela nesta segunda-feira, ao sair de um compromisso, em entrevista concedida ao jornal O Tempo. Ela enfatizou a necessidade de agilidade para garantir que o processo eleitoral ocorra da melhor forma possível.
Marília Campos e a Candidatura ao Senado
A prefeita tem defendido que, caso decida deixar a prefeitura, deve ser a única candidata de Lula ao Senado em Minas Gerais. No entanto, o PT também está considerando apoiar o nome do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), para a segunda vaga em disputa. Além disso, para a corrida ao governo do estado, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, tem o vice-governador Matheus Simões como pré-candidato. Simões migrou do Novo para o PSD no final do ano passado, com a intenção de concorrer ao Palácio da Liberdade.
A pré-candidatura de Simões frustra os planos do presidente Lula (PT), que já expressou seu desejo de ver o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como candidato ao governo estadual. No ano passado, Pacheco também foi cogitado para assumir a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, mas Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Alternativas do PT e Possíveis Candidaturas
Como estratégia alternativa, caso Pacheco não busque outro partido para concorrer, o PT considera apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, para garantir um palanque para Lula em Minas. Kalil se filiou ao PDT no mês passado e tem a intenção de disputar novamente o governo estadual, conforme já fez em 2022, quando foi derrotado por Romeu Zema (Novo). A aproximação de Kalil com lideranças petistas vem sendo articulada desde o final do ano passado, com encontros com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
No campo da direita, além de Simões, também se destaca o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que se lançou na disputa pelo governo. O PSDB, por sua vez, poderia ter o ex-governador Aécio Neves como candidato, que tem intensificado sua presença em campanhas publicitárias eleitorais do partido.

