Demissão de Monique Medeiros
A pedagoga Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que faleceu há cinco anos sob circunstâncias trágicas e com sinais de agressão, foi demitida da Prefeitura do Rio de Janeiro. A decisão veio após um longo processo administrativo disciplinar (PAD) que avaliou a conduta da docente, que, desde a morte do filho, continuava recebendo salários como servidora pública municipal.
O menino, de apenas 4 anos, foi encontrado sem vida em um apartamento na Barra da Tijuca, gerando grande comoção e revelando uma série de irregularidades que levaram à investigação. A demissão de Monique, conforme consta no relatório do PAD, ocorre em um contexto onde a sanção foi aplicada após a comprovação de falta grave, um passo que diferencia a demissão da exoneração, visto que esta última não implica na mancha do histórico funcional.
Monique perdeu seu cargo apenas dois dias após ser liberada do Complexo de Gericinó, onde permanecia presa. A juíza responsável pelo caso decidiu relaxar a prisão preventiva, considerando que a detenção era um “constrangimento ilegal”, uma vez que o júri popular foi adiado para 25 de maio. Essa decisão gerou polêmica e levou o Ministério Público do Rio (MPRJ) a recorrer, solicitando que a Justiça revogue a soltura e que Monique retorne ao sistema prisional.
O pedido do MPRJ está sendo examinado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O júri popular que irá julgar Monique e o ex‑vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi adiado após uma estratégia da defesa de Jairinho. Os advogados abandonaram o plenário quando a juíza Elizabeth Louro negou um pedido de adiamento, resultando na suspensão da sessão, que precisou ser remarcada.
Procurado para comentar sobre a razão da demissão de Monique ter sido divulgada apenas agora, o secretário de Educação, Renan Ferreirinha, não fez esclarecimentos. A Secretaria Municipal de Educação também não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem do g1. A equipe de jornalismo continua tentando contato com a defesa da ex-servidora.

