A Influência Histórica das Famílias na Política
O termo “nepobaby” ganhou destaque nas redes sociais em 2022, inicialmente associado ao mundo do entretenimento americano, onde se refere à ascensão de filhos de celebridades. Contudo, a discussão rapidamente se expandiu para incluir questões mais amplas sobre privilégios e a dinâmica do poder no cenário político.
Depois que o New York Magazine popularizou a expressão, ela se transformou em um símbolo global que sinaliza a importância das conexões familiares nas esferas de poder. No Brasil, no entanto, esse fenômeno não é novidade; suas raízes estão profundamente entrelaçadas com a história do país, desde os tempos coloniais até a atualidade.
As estruturas de poder, que em muitas regiões do Brasil eram definidas por famílias dominantes, perduraram através do Império, da República Velha e da era dos coronéis. Nomes como Sarney, Calheiros e Barbalho exemplificam a persistência de dinastias políticas que, ao longo das décadas, têm exercido grande influência no Congresso e em administrações estaduais e municipais.
Esse legado político familiar sugere que o acesso ao poder no Brasil não é apenas uma questão de talento ou carisma, mas sim de uma estrutura histórica que continua a prevalecer. Especialistas não veem isso como uma simples coincidência, mas sim como um reflexo de uma herança colonial que ainda não foi efetivamente desmantelada.

