Mobilização e Polêmica no Centro da Política
Em um discurso que provocou reações diversas, o deputado Nikolas Ferreira abordou questões sociais e políticas, destacando a insatisfação com o governo Lula. “Sabe o que é engraçado? O brasileiro paga altas contas e o governo desvia os recursos, enquanto o povo sofre”, disse Ferreira, que criticou a situação econômica e a percepção de privilégio por parte de membros do governo, em especial o filho do presidente, que teria se beneficiado de uma mesada generosa. Ferreira fez um apelo a todos, dizendo: “O Nordeste vai ser livre e vai acordar”, convocando os manifestantes a propagar essa mensagem.
O evento, que ocorreu sob o lema “Acorda, Brasil”, contou com uma multidão que ouviu atentamente o parlamentar, enquanto ele exortava os professores a “acordarem” e se conscientizarem sobre a manipulação política. Ele enfatizou que a falta de conexão do Partido dos Trabalhadores (PT) com a população nordestina é um reflexo da incapacidade de transmitir a verdade a esse público.
Tragédia e Mobilização Política
O discurso de Nikolas ocorreu em meio a um clima tenso, após um incidente em que um raio feriu dezenas de pessoas. Os bombeiros rapidamente montaram tendas para atender as vítimas, que foram encaminhadas a hospitais. O deputado, por sua vez, visitou os feridos no Hospital de Base do DF, demonstrando preocupação com a situação, mesmo que seu foco principal tenha sido a mobilização política.
O ato marcou o encerramento de uma caminhada que trouxe lembranças dos comícios de Jair Bolsonaro durante sua campanha de 2022. Grades metálicas formaram um corredor até o carro de som, com apoiadores posicionados de forma a criar uma chegada marcante. Organizado pela deputada Bia Kicis (PL-DF), o evento contou com a presença de diversos deputados e lideranças que mobilizaram caravanas, vestindo-se predominantemente de verde e amarelo, e exibindo símbolos religiosos além de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro e as Ocorrências em São Paulo
Embora o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não tenha comparecido ao evento por estar em viagem internacional, seu nome não ficou à margem. Ele já aparece em bandeiras ao lado de Jair Bolsonaro, com o slogan “Deus, pátria, família”. Além disso, uma versão atualizada de um jingle crítico ao PT incluiu seu nome, levando a multidão a reagir com entusiasmo.
A participação de Flávio Bolsonaro surge em um momento delicado, já que líderes de direita começam a expressar preferência por outros candidatos, como Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, para a corrida presidencial. O evento liderado por Nikolas Ferreira serviu como um palanque para a família Bolsonaro, com todos os filhos do ex-presidente se apresentando nas redes sociais do deputado, que acumula 24 milhões de seguidores em plataformas como X, TikTok e Instagram.
Manifestações e Críticas ao STF
Enquanto isso, em São Paulo, apoiadores de Bolsonaro também realizaram um ato na Avenida Paulista, reivindicando anistia ao ex-presidente e aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro. Organizado pelo deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), a manifestação serviu como um espaço para aqueles que não conseguiram ir à capital federal. Durante o ato, gritos de “Bolsonaro em casa” ecoaram, manifestando a pressão por uma possível prisão domiciliar ao ex-presidente, que atualmente cumpre pena.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi alvo de duras críticas. Políticos presentes em um trio elétrico na frente da Fiesp o chamaram de “tirano”, insinuando que ele tinha intenções prejudiciais em relação a Bolsonaro. O caso do Banco Master também esteve em pauta, com o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), clamando por “transparência nas apurações” e sugerindo a criação de uma CPMI para investigar o assunto.
Durante a manifestação, um boneco inflável pedindo o impeachment de ministros do STF, como Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes, foi exibido. O boneco de Moraes segurava um documento que aludia a um contrato de R$ 129 milhões, referindo-se à esposa do ministro. O clima era tenso, mas a fala do irmão de Bolsonaro, Renato Bolsonaro (PL), que se apresenta como pré-candidato à Câmara dos Deputados, trouxe um toque de esperança: “O que nós queremos é Jair Bolsonaro nas ruas”, afirmou, ecoando o desejo de muitos presentes na manifestação.

