Concentração de Trabalhadores em Niterói
Niterói aparece como a sétima cidade do Brasil com maior concentração de profissionais no setor de petróleo e gás. O município representa 2,68% dos trabalhadores ouvidos no segundo boletim anual do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST). A pesquisa, realizada em 2024, entrevistou 24.532 trabalhadores, o que corresponde a cerca de 38% da força de trabalho envolvida na produção e escoamento nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. O estudo reúne dados de dez operadoras e foi divulgado como parte do processo de licenciamento ambiental federal.
Distribuição Regional dos Trabalhadores no Setor
Embora o Rio de Janeiro lidere com 17,4% dos profissionais do setor, Niterói se destaca entre as cidades com maior presença desse mercado, seguida por Macaé (11%) e Campos dos Goytacazes (7,15%). Também aparecem no ranking Rio das Ostras, Santos e Vitória, enquanto Vila Velha, Serra e São Gonçalo completam o top 10. Juntas, essas localidades concentram 55,9% dos trabalhadores pesquisados. Niterói e São Gonçalo, municípios vizinhos, figuram entre as principais cidades. Entre os trabalhadores embarcados, a residência se concentra principalmente no Rio de Janeiro, Campos, Macaé e Rio das Ostras, descartando Niterói.
Renda Elevada e Estabilidade Precarizada
O boletim indica que 30% dos entrevistados recebem mais de R$ 15 mil por mês, sendo o trabalho a principal fonte de renda para 89,5% das famílias. No entanto, a estabilidade no emprego é limitada: 63,9% desses profissionais estão vinculados a contratos terceirizados, com 15.650 terceirizados contra 8.658 funcionários diretos das operadoras. Os salários mais altos são observados entre trabalhadores com ensino superior completo ou pós-graduação. Quanto à saúde, 98,5% possuem plano privado, embora 44,1% também utilizem a rede pública.
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Perfil de Gênero e Diferenças Salariais no Setor
O setor permanece majoritariamente masculino, com mulheres representando apenas 16,7% dos entrevistados. Entre os trabalhadores embarcados, 94% são homens, enquanto no trabalho remoto a proporção é mais equilibrada: 54% homens e 46% mulheres. A desigualdade salarial acompanha esse cenário: homens tendem a receber acima de R$ 15 mil, enquanto a faixa salarial mais comum para mulheres está entre R$ 9 mil e R$ 15 mil.
Esses dados revelam a importância econômica de Niterói na cadeia produtiva do petróleo e gás, mas também expõem desafios ligados à estabilidade do emprego e à diversidade de gênero no setor.
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