A Nova Gestão na Secretaria de Esportes e Lazer de BH
O atual secretário adjunto de Esportes e Lazer de Belo Horizonte, Bernardo Rocha Correia, foi designado para assumir a liderança da pasta de forma interina. Sua nomeação ocorre após a saída do titular, Rubem Rodrigues de Oliveira Júnior, conhecido como Rubão (Podemos), que decidiu deixar o cargo para tomar posse como vereador na Câmara Municipal. A decisão foi oficialmente publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta quarta-feira, dia 7.
A exoneração de Rubão, realizada a seu pedido, permite que ele ocupe o mandato de Lucas Ganem (Podemos), que solicitou licença de 121 dias devido a dois processos judiciais – um no Judiciário e outro no Legislativo – por suspeitas de fraude na declaração de domicílio eleitoral. É importante destacar que Rubão também foi autor de uma ação jurídica contra Ganem.
Bernardo Correia possui formação em administração e em educação física, e desde abril do ano passado atua na secretaria de Esportes. Antes disso, ele presidiu a Fundação Municipal de Cultura (FMC) durante os últimos meses da gestão do prefeito Fuad Noman.
Posse de Rubão como Vereador
Em um discurso feito na cerimônia de posse, Rubão expressou seu compromisso em trabalhar para a melhoria de Belo Horizonte. “Minha ideia é continuar fazendo o mesmo que vinha fazendo há 4 anos, trabalhando em prol da sociedade e de Belo Horizonte. Não tenho bandeira única. Minha bandeira é trabalhar para todos e buscar melhorias para BH”, afirmou o novo vereador.
Processos Judiciais Envolvendo Lucas Ganem
No dia 18 de dezembro de 2025, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais decidiu, em primeira instância, pela cassação do mandato de Lucas Ganem devido a irregularidades na transferência do título eleitoral para Belo Horizonte nas eleições municipais de 2024. O juiz Marcos Antônio da Silva concluiu que Ganem declarou residência em um local onde, segundo apurações, ele nunca havia vivido.
A decisão judicial foi baseada em um pedido do Ministério Público Eleitoral, que resultou na cassação do mandato, anulação dos votos recebidos e declaração de inelegibilidade por um período de oito anos, a contar das eleições de 2024. Vale lembrar que, por se tratar de uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, e a sentença não tem efeito imediato, razão pela qual Ganem pediu o afastamento do cargo.
A ação judicial apresentada por Rubão, por sua vez, tramita em sigilo. Em seu conteúdo, investigações e dados de órgãos públicos indicam que o endereço eleitoral apresentado por Ganem não corresponde à sua real residência.
Além disso, a Câmara Municipal também abriu um processo político-administrativo para investigar a situação. No dia 4 de dezembro, o plenário aprovou por unanimidade a abertura dessa investigação, que contou com 39 votos favoráveis. A Comissão Processante, formada pelos vereadores Bruno Miranda (PDT), Edmar Branco (PCdoB) e Helton Junior (PSD), terá um prazo de 90 dias para concluir os trabalhos.
Ao final do processo, o relatório será apresentado ao plenário. Para que o mandato de Ganem seja cassado, será necessário o voto favorável de dois terços dos vereadores, ou seja, 28 parlamentares. Até o fechamento desta reportagem, não havia decisão judicial que determinasse o afastamento imediato de Lucas Ganem do cargo.

