Crianças e Adolescentes Acolhidos Vivem Dia de Celebração
No último sábado, as crianças e adolescentes atendidos pelo Serviço de Atendimento Institucional Acolher, da Prefeitura de Maceió, tiveram um dia memorável repleto de criatividade e alegria. O evento começou pela manhã, com uma oficina de confecção de máscaras carnavalescas, onde os jovens exploraram diversas cores e formas, refletindo sobre sua identidade e expressão pessoal.
A tarde trouxe ainda mais animação com a visita do Pinto da Madrugada, um dos maiores ícones da prévia carnavalesca de Maceió. Conhecido por arrastar multidões pelas ruas da capital durante o carnaval, o grupo proporcionou um momento único de música, festa e integração aos acolhidos, celebrando a cultura local e promovendo uma sensação de pertencimento.
Essa ação é uma colaboração entre a Prefeitura de Maceió e o Instituto Raízes de África, destacando o compromisso de ambas as instituições com a promoção cultural e o desenvolvimento social. Eduarda Leite, responsável pela oficina, frisou a importância da atividade: “Criar as máscaras vai além do aspecto artístico. Durante o processo, incentivamos os jovens a refletirem sobre quem são e quem desejam ser, possibilitando um autoconhecimento e fortalecimento da identidade”.
O abrigo atende meninos de 7 a 17 anos que enfrentam situações de ruptura familiar, negligência ou violência. Para a psicóloga Patrícia Sandes, a iniciativa vai além de uma simples atividade recreativa. “Essas experiências elevam a autoestima, criam um sentimento de pertencimento e estabelecem laços. Eles se sentem parte da sociedade. Do ponto de vista psicológico, momentos como esse são fundamentais para o bem-estar emocional, ajudando-os a se reconhecerem como sujeitos de direitos ao terem acesso à cultura e convivência respeitosa”, enfatizou.
Arísia Barros, presidente do Instituto Raízes de África, reforçou a relevância da ação: “Esse tipo de iniciativa reafirma o compromisso da gestão municipal em não apenas proteger, mas também oferecer oportunidades de desenvolvimento humano, inclusão e acesso à cultura para esses jovens em acolhimento. Ações assim são essenciais para que se sintam vistos e lembrados, sabendo que existe alguém se importando e vibrando com eles.”
Ela ressaltou ainda que as ações dedicadas a esse público precisam ser constantes e não restritas a datas comemorativas. “Momentos como esse demonstram que, quando a sociedade civil e os governos se unem em prol dessa comunidade, as coisas realmente funcionam”, concluiu.

