Diplomacia ativa e resultados concretos
Nos três primeiros anos de governo, a política externa do Brasil se firmou como um dos pilares do projeto de reconstrução liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A intensa agenda internacional, marcada por reuniões, visitas oficiais e encontros com líderes mundiais, sinaliza uma retomada do diálogo em alto nível e a recomposição de laços com parceiros estratégicos.
Essa movimentação diplomática ampliou a capacidade do país em articulações políticas, econômicas e na defesa da soberania e das instituições democráticas. A imagem do Brasil como um ator confiável no cenário global foi reforçada, alinhando-se à promoção de paz, multilateralismo e desenvolvimento sustentável.
A política externa brasileira, assim, não apenas reforçou sua posição internacional, mas também criou oportunidades para a abertura de novos mercados e o crescimento das exportações. Com isso, houve um aumento significativo na atração de investimentos, destacando-se a defesa dos interesses nacionais em um contexto global repleto de desafios econômicos e geopolíticos.
Dados que comprovam o reposicionamento internacional
O presidente Lula realizou 61 missões oficiais ao exterior e recebeu 32 chefes de Estado e de governo, além de manter 190 encontros bilaterais em eventos multilaterais. O chanceler Mauro Vieira destacou a importância da presença internacional de Lula, enfatizando que o presidente é um dos maiores divulgadores do Brasil.
Para Vieira, o volume de interlocuções e encontros presencias servidores a mensagem de que o Brasil é um país que promove a paz, o entendimento entre nações e a cooperação internacional. Essa abordagem tem sido essencial para a construção de uma imagem forte do Brasil no exterior.
Desafios e vitórias na relação com os Estados Unidos
A relação bilateral com os Estados Unidos também se mostrou um eixo crucial da política externa. O chamado “tarifaço”, imposto pelo governo anterior, representou um desafio significativo, levando o Brasil a buscar soluções por meio do diálogo e da negociação.
O governo brasileiro lançou o Plano Brasil Soberano, um conjunto de ações direcionadas a mitigar os impactos da elevação das tarifas. Este plano abrange três eixos principais: o fortalecimento do setor produtivo, a proteção ao trabalhador e a diplomacia comercial. Esse esforço culminou na decisão do governo dos EUA de revogar a tarifa adicional de 40% sobre produtos agropecuários brasileiros, destacando a importância da diplomacia e do diálogo.
Avanços no comércio internacional
O Brasil também experimentou um crescimento notável na abertura de novos mercados internacionais, com mais de 500 novas oportunidades para produtos brasileiros durante o terceiro mandato de Lula. Essa conquista é resultado de uma colaboração eficaz entre diversos ministérios, destacando esforços coordenados entre a Presidência, o Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores.
Esse movimento é uma combinação de diplomacia ativa e promoção comercial, valorizando a capacidade produtiva nacional, especialmente nas áreas de agronegócio e indústria. O presidente Lula enfatizou a importância de alinhar o comércio exterior com o desenvolvimento interno, argumentando que o Brasil possui uma infraestrutura produtiva robusta capaz de atender tanto ao mercado interno quanto ao externo.
Resultados expressivos no comércio exterior
Os frutos da política externa se refletiram em números significativos. Em 2025, o Brasil atingiu recordes históricos no comércio exterior, com exportações totalizando cerca de US$ 339,4 bilhões e importações de US$ 276,3 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 63,1 bilhões. Na terceira semana de dezembro, a balança comercial registrou um superávit de US$ 2,1 bilhões, consolidando um ano de desempenho econômico positivo.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que a integração do Brasil às cadeias globais de valor é fundamental para o desenvolvimento do país. Atraindo Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), o Brasil registrou um total de US$ 84,1 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, o melhor desempenho desde 2014.
Esses resultados evidenciam a construção de um ambiente econômico mais estável e atrativo para investimentos, reforçando a visão do governo de que 2025 seria um ano de colheita, com os dados refletindo o sucesso das políticas implantadas.

