Dicas essenciais para se proteger dos raios solares
Com a chegada do verão, aumenta a exposição ao sol e, consequentemente, a necessidade de cuidados com a pele. O câncer de pele se destaca como o tipo mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos de tumores malignos, conforme dados do Ministério da Saúde. Somente no estado do Rio de Janeiro, entre 2019 e 2025, estão previstos 15.706 novos casos, incluindo 13.769 de não melanoma e 1.937 de melanoma, este último sendo a forma mais agressiva da doença. Infelizmente, 2.526 óbitos já foram registrados, sendo 1.683 por não melanoma e 843 por outros tipos.
Diante deste cenário alarmante, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) tem intensificado a fiscalização de fabricantes de protetores solares. De acordo com Helen Keller, superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, “a Suvisa verifica se os produtos estão em conformidade com as normas sanitárias, visando minimizar riscos e proteger a saúde da população”.
O uso inadequado ou a aquisição de produtos falsificados podem ser prejudiciais à saúde, resultando em falsa sensação de proteção e aumento na exposição aos raios solares, além de riscos de queimaduras e envelhecimento precoce da pele.
A importância do FPS e como escolher o protetor solar adequado
A dermatologista Gabriela Abrahão, do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Estadual Carlos Chagas, destaca que o protetor solar deve ter registro na Anvisa, garantindo sua segurança e eficácia. O Fator de Proteção Solar (FPS) é crucial, pois indica o tempo de proteção contra os raios UVB, responsáveis por vermelhidão e queimaduras. Por exemplo, um protetor com FPS 30 protege a pele por até 150 minutos, considerando que a pele pode sofrer danos em cerca de cinco minutos sem proteção.
É importante lembrar que o FPS se refere apenas à proteção contra os raios UVB, sendo essencial que o produto seja de amplo espectro, garantindo também proteção contra os raios UVA, que causam envelhecimento precoce.
O uso diário de protetor solar é recomendado, mesmo em dias nublados ou dentro de casa, já que os raios UV podem penetrar através das nuvens e janelas.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que o FPS mínimo indicado é de 30 para a maioria das pessoas. Aqueles com pele clara ou histórico de câncer de pele devem optar por FPS 50 ou superior.
Escolhas seguras e cuidados na hora da compra
Além de considerar o FPS, é importante escolher um protetor adequado ao tipo de pele, seja ela oleosa, seca ou sensível. Produtos para crianças devem ser específicos, já que a pele infantil é mais fina e vulnerável. Protetores solares para crianças devem conter fórmulas hipoalergênicas e sem fragrâncias.
É crucial comprar produtos de locais seguros e verificar o registro na Anvisa, o prazo de validade e a integridade da embalagem. Produtos vendidos a preços excessivamente baixos ou fora de localizações autorizadas podem oferecer riscos, como a não entrega do FPS prometido e reações adversas.
Armazenamento e validade: como garantir a eficácia do protetor
O armazenamento inadequado pode comprometer a eficácia do protetor solar. Ele deve ser guardado em locais frescos e secos, longe da luz solar direta, e evitar ficar dentro do carro, onde o calor pode ser excessivo. Mudanças na textura, odor ou aparência são indicativos de que o produto não deve mais ser utilizado, mesmo se ainda estiver dentro do prazo de validade.
A quantidade e o momento da aplicação são fundamentais
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda aplicar cerca de 2 mg de protetor por centímetro quadrado de pele. Para o rosto, a quantidade ideal é equivalente a uma colher de chá; para o tronco, duas colheres de sopa; e para as pernas, duas colheres de chá cada uma. A aplicação deve ocorrer entre 15 e 30 minutos antes da exposição solar, garantindo que todas as áreas, como orelhas e pescoço, sejam cobertas. Reaplicações são necessárias a cada duas horas ou após atividades que reduzam a eficácia do produto, como nadar ou suar.
Assim, ao prestar atenção a essas orientações, é possível aproveitar o verão de forma segura, preservando a saúde da pele e prevenindo o câncer de pele.

