Desempenho da Indústria no Ceará
A indústria cearense ficou com o terceiro pior desempenho em produção no Brasil, apresentando uma queda de 2,6% de outubro para novembro de 2025. Apenas Amazonas, com -2,8%, e Goiás, que registrou -6,4%, tiveram resultados inferiores. Esses dados, provenientes da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, foram divulgados nesta quarta-feira, 14 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contraste, o índice nacional se manteve estável, sem variações significativas, apontando 0% de crescimento.
O ranking de desempenho industrial em novembro ficou assim:
- Mato Grosso: 7,2%
- Espírito Santo: 4,4%
- Paraná: 1,1%
- Pernambuco: 0,9%
- Minas Gerais: 0,9%
- Bahia: 0,9%
- Rio Grande do Sul: 0,6%
- Pará: -0,5%
- São Paulo: -0,6%
- Santa Catarina: -0,8%
- Rio de Janeiro: -1,9%
- Ceará: -2,6%
- Amazonas: -2,8%
- Goiás: -6,4%
Com essa retração, o Ceará acumula uma diminuição de 0,9% na produção industrial em relação ao mesmo período de 2024.
Setores em Queda e Alta
O resultado negativo da indústria cearense foi impulsionado, em grande parte, por setores específicos. As áreas de máquinas, aparelhos e materiais elétricos apresentaram uma queda de 1,61%, seguidas pelo vestuário, que teve um recuo de 1,15%. Outros setores que também registraram baixas foram:
- Refino e biocombustíveis: -0,72%
- Têxtil: -0,7%
- Bebidas: -0,45%
No entanto, alguns setores se destacaram em alta, trazendo um esperançoso alívio para o cenário industrial. As atividades que registraram crescimento foram:
- Metalurgia: 1,2%
- Alimentos: 1,18%
- Produtos químicos: 1,14%
- Produtos de couro e calçados: 0,19%
- Produtos de metal: 0,03%
Cenário Nacional da Indústria
No âmbito nacional, a indústria se manteve estável, com oito dos 15 locais analisados pela PIM Regional apresentando melhoras em seu desempenho entre outubro e novembro. Os dois melhores resultados foram de Mato Grosso e Espírito Santo, com crescimentos de 7,2% e 4,4%, respectivamente. Por outro lado, Goiás e Amazonas enfrentaram as piores quedas, com -6,4% e -2,8%. Em comparação com o cenário pré-pandemia, a produção industrial permanece 2,4% acima dos índices de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,8% abaixo do pico registrado em maio de 2011.
Entre os setores que contribuíram negativamente, as indústrias extrativas tiveram um recuo significativo de 2,6% em novembro, desfazendo parcialmente o avanço de 3,5% observado em outubro. Além disso, as indústrias de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), produtos químicos (-1,2%), alimentos (-0,5%) e bebidas (-2,1%) também impactaram negativamente o desempenho geral.
Por outro lado, entre as dez atividades que mostraram crescimento, destacou-se o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que teve um aumento expressivo de 9,8%, interrompendo um ciclo de dois meses de quedas consecutivas, durante o qual acumulou 22,6% de perda. Outras áreas de alta relevantes incluíram impressão e reprodução de gravações (18,3%), metalurgia (1,8%), produtos de metal (2,7%), produtos de minerais não metálicos (3%) e máquinas e equipamentos (2%).

