Ranking por Estados
O levantamento mais recente revela que o Piauí lidera o ranking com impressionantes 81% de alunos em tempo integral no ensino médio. Logo atrás, vêm Pernambuco com 62% e Ceará com 58%. A Paraíba também se destaca, atingindo 51%. Confira a lista completa dos estados:
- Piauí – 81%
- Pernambuco – 62%
- Ceará – 58%
- Paraíba – 51%
- Espírito Santo – 38%
- Bahia – 34%
- Sergipe – 33%
- Alagoas – 30%
- Acre – 28%
- São Paulo – 26%
- Rio Grande do Norte – 24%
- Tocantins – 22%
- Amapá – 22%
- Goiás – 22%
- Maranhão – 21%
- Pará – 21%
- Rio Grande do Sul – 21%
- Mato Grosso do Sul – 19%
- Minas Gerais – 17%
- Rio de Janeiro – 14%
- Amazonas – 13%
- Paraná – 9%
- Mato Grosso – 7%
- Distrito Federal – 7%
- Rondônia – 7%
- Roraima – 5%
- Santa Catarina – 4%
Ranking por Regiões
Quando analisamos por região, o Nordeste se destaca com 44% de alunos no ensino médio integral. Em contraste, o Sudeste, que é a região mais rica do Brasil, apresenta apenas 22%. O Norte totaliza 18%, enquanto o Centro-Oeste tem 15% e o Sul aparece com 11% de adesão.
Nos últimos anos, observou-se uma queda nas matrículas em tempo integral nas escolas do Sudeste, especialmente em Minas Gerais e Rio de Janeiro. A leve flutuação em São Paulo, que resultou em um aumento mínimo de alunos nesse modelo, não é suficiente para reverter essa tendência. As demais regiões, por outro lado, avançaram significativamente nessa área.
Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil, ressalta a importância do compromisso político para a expansão do ensino integral. “Estamos percebendo que os estados que adotaram essa agenda como prioridade estão colhendo os melhores resultados”, afirma.
Avanços e Desafios
Em 2022, o Brasil contava com 19% dos alunos de escolas estaduais no ensino médio em tempo integral. Esse número subiu para 26% no ano seguinte, com o Nordeste apresentando um aumento de 29% para 44%. Enquanto isso, no Sudeste, a taxa foi de 21% para apenas 22%, refletindo a diminuição do número total de alunos na região.
Proporcionalmente, a região Sul é a que possui a menor taxa de matrículas em tempo integral, passando de 5% para 11%. Essa evolução deve-se especialmente ao estado do Rio Grande do Sul, que adicionou 43 mil novas vagas, elevando sua taxa de alunos em tempo integral de 3% para 21% em três anos. Contrapõe-se a isso, o estado de Santa Catarina, que registrou uma redução drástica no número de matrículas, que caiu para 4%.
Impactos da Educação Integral
No Nordeste, quatro estados se destacam pelo elevado percentual de alunos em tempo integral: Piauí (81%), Pernambuco (62%), Ceará (58%) e Paraíba (51%). A Bahia também teve progresso significativo, criando mais de 100 mil novas matrículas, elevando sua taxa de 8% para 34% em dois anos.
Segundo Slemenson, a implementação do modelo integral resulta em melhorias no aprendizado e impactos positivos em outras áreas, como a redução das desigualdades sociais e o aumento do acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho.
Pernambuco figura como um exemplo notável, sendo o berço do primeiro programa de educação em tempo integral do Brasil, criado entre 2004 e 2005. Os dados revelam que entre 2007 e 2019, o estado apresentou avanços significativos em língua portuguesa e matemática, especialmente no ensino médio.
Ajuste nos Dados e Situação Atual
Apesar dos avanços, o Censo Escolar de 2025 mostra que Pernambuco, em um ano, perdeu 27 mil matrículas, caindo de 71% para 62%, um nível similar ao de 2022. A rede estadual está em processo de correção de dados junto ao Ministério da Educação, alegando que o número real de matrículas é de 218 mil, podendo chegar a 227 mil em 2026, o que representaria 74% da rede.
O estado do Rio de Janeiro também informou que oferece 85 mil vagas em tempo integral, mas cerca de 20 mil não estão preenchidas por falta de interesse dos alunos. Minas Gerais relatou ter 26 mil alunos em formação técnica em instituições parceiras, enquanto Santa Catarina conta com mais de 34 mil estudantes em cursos técnicos no contraturno escolar.

