Eduardo Levanta Polêmica sobre Condições de Prisão
A decisão do ministro Alexandre de Moraes em manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em regime prisional em vez de conceder a prisão domiciliar tem gerado um intenso debate. Eduardo, defensor de Bolsonaro, enfatizou que o ex-presidente não deveria estar em um tratamento tão rigoroso, especialmente quando outros casos, como o do ex-presidente Fernando Collor, resultaram em prisões domiciliares por problemas de saúde considerados menos graves. Segundo Eduardo, “a todo custo, Moraes quer que ele (Bolsonaro) não tenha influência nas eleições deste ano”, sugerindo que a negativa de Moraes em transferir Bolsonaro para prisão domiciliar possui motivações políticas além das jurídicas.
No mês passado, a defesa de Bolsonaro solicitou a Moraes que considerasse a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumentando que as circunstâncias de saúde do ex-presidente justificariam tal medida. O pedido destacou a decisão anterior de Moraes em liberar Collor para cumprir pena em casa, alegando comorbidades semelhantes que demandam cuidados constantes.
Histórico de Collor e Suas Condições de Saúde
Fernando Collor encontra-se em prisão domiciliar desde maio de 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 6 meses devido a um desdobramento da Operação Lava-Jato. Ele reside em uma cobertura na orla de Maceió, capital de Alagoas, e, desde então, recebeu visitas de diversos políticos, advogados e jornalistas, todos com autorização do próprio Moraes.
A autorização para a mudança de regime foi concedida após a defesa de Collor apresentar mais de 130 exames que comprovavam sua condição de saúde, incluindo Parkinson, privação crônica de sono e transtorno bipolar. Além de usar tornozeleira eletrônica, Collor enfrenta restrições quanto a visitas e teve seus passaportes confiscados, estando proibido de sair do país.
Transferência de Bolsonaro e Suas Condições Prisionais
Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, frequentemente chamado de “Papudinha”, que fica próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda. Nesse local, ele se junta a outros ex-ministros, como Anderson Torres, em um ambiente que, segundo críticos, apresenta condições questionáveis.
Recentemente, Moraes também autorizou que Bolsonaro recebesse assistência religiosa enquanto estiver preso e participasse de um programa de redução de pena que envolve a leitura. No entanto, o pedido de acesso a uma televisão conectada à internet foi negado.
Desde novembro, Bolsonaro estava cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. As condições desse local foram alvo de várias queixas por parte de familiares e alega-se que o barulho do ar-condicionado causava desconforto ao ex-presidente.
Avaliação Médica e Possíveis Novas Decisões
Moraes determinou uma avaliação médica para Bolsonaro, a ser realizada por peritos da Polícia Federal, que avaliarão seu estado de saúde e a necessidade de uma eventual transferência para um hospital penitenciário. Após essa avaliação, o ministro tomará uma decisão sobre o pedido da defesa de uma prisão domiciliar humanitária.
O ministro ressaltou que o cumprimento da pena de Bolsonaro já ocorria com respeito à dignidade do detento, destacando que as condições eram consideravelmente mais favoráveis em comparação ao restante do sistema penitenciário brasileiro. Embora tenha considerado a falta de veracidade nas reclamações de familiares e aliados, Moraes não descartou a possibilidade de transferir Bolsonaro para uma “Sala de Estado Maior”, que ofereceria condições ainda melhores, como maior liberdade para visitas e atividades ao ar livre, além da instalação de equipamentos de fisioterapia.

