Uma Perda Irreparável para as Artes
A atriz Titina Medeiros faleceu neste domingo (11) em Natal, aos 48 anos. Desde o ano passado, a artista lutava contra um câncer de pâncreas, e, nos últimos meses, seu estado de saúde piorou, culminando em sua morte. Titina é lembrada como uma das maiores referências das artes cênicas do Rio Grande do Norte.
Nascida em Currais Novos, no Seridó potiguar, Titina foi criada em Acari, onde será sepultada. O velório da atriz acontecerá no Teatro Alberto Maranhão, um espaço que simboliza a cultura potiguar e que teve grande importância na trajetória artística de Titina.
Trajetória Brilhante nos Palcos e na Televisão
Com uma carreira que começou no teatro, Titina Medeiros construiu um legado respeitado e sólido nos palcos, o que lhe permitiu ganhar destaque nacional. Ao longo de sua trajetória, fez parte de grupos fundamentais da cena cultural potiguar, como os Clowns de Shakespeare e a Casa de Zoé, companhia que cofundou e que é reconhecida pela produção autoral e pela formação de novos talentos.
O grande público conheceu Titina em 2012, quando interpretou Socorro na novela Cheias de Charme, exibida pela TV Globo. Essa participação marcou seu debute em novelas e rendeu a ela reconhecimento imediato, abrindo portas para uma série de novos trabalhos na emissora.
Sucessos e Personagens Marcantes
Após seu sucesso inicial, Titina participou de diversas produções, entre elas Geração Brasil (2014), A Lei do Amor (2016) e Onde Nascem os Fortes (2018). Em Mar do Sertão (2022), deu vida a Nivalda, um papel que se destacou e se tornou um dos pontos altos de sua carreira recente.
Em 2024, Titina voltou a interpretar Nivalda na novela No Rancho Fundo, em uma participação especial que conectou os universos de duas produções da Globo. Essa atuação foi seu último trabalho na televisão, encerrando uma carreira brilhante.
Compromisso com a Cultura e a Comunidade
Além de sua atuação na TV, Titina também esteve ativamente envolvida no teatro, participando de montagens como Hamlet, Muito Barulho por Quase Nada, Sua Incelença e Meu Seridó. Sua versatilidade a levou a atuar como diretora e produtora, contribuindo significativamente para o fortalecimento da cultura potiguar.
A atriz era casada há cerca de 20 anos com o ator César Ferrario, com quem dividia palco, televisão e projetos artísticos. A morte de Titina gerou uma forte comoção entre artistas, produtores culturais e admiradores, que ressaltaram sua entrega à arte, sua versatilidade e seu compromisso com o teatro nordestino.

