Crescimento da Indústria Turística
O turismo internacional deve aportar cerca de US$ 185,7 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 967,65 milhões, nos destinos brasileiros durante as celebrações do início de 2026. Essa previsão é resultado de um levantamento detalhado realizado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). O valor representa um significativo aumento de 9,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esse crescimento não apenas solidifica a posição do Brasil como um destino turístico de destaque no cenário global, mas também promete trazer benefícios a uma variedade de locais, e não apenas às atrações turísticas mais conhecidas. Comunidades e novos roteiros, como as favelas de Rocinha e Vidigal, têm atraído visitantes ávidos por experiências autênticas e culturais.
Turismo Comunitário em Ascensão
A iniciativa ‘Na Favela Turismo’ surge como um projeto inovador, projetado para ampliar o turismo comunitário e, assim, impulsionar a economia local. As atividades oferecidas incluem desde experiências gastronômicas até passeios guiados e até vivências com drones, que têm atraído a atenção dos turistas. Uma das propostas mais interessantes desse projeto é transformar lajes em mirantes, proporcionando aos visitantes novas e impressionantes perspectivas da cidade.
Além de gerar novas oportunidades de renda para os moradores, que atuam como guias turísticos, esse tipo de turismo está contribuindo para um modelo de economia mais inclusivo e diversificado. Com isso, o turismo deixa de ser apenas uma experiência de consumo e se transforma em uma forma de interação entre visitantes e a comunidade local.
Expectativas para o Verão de 2026
As expectativas para a temporada de verão de 2026 no Rio de Janeiro são otimistas. Entre dezembro de 2025 e março de 2026, a cidade carioca deve registrar números históricos, com mais de 5,7 milhões de visitantes. Esse incremento representa um aumento de mais de 14% em relação ao verão anterior, impulsionado pela recuperação do turismo internacional e pela crescente demanda por experiências culturais e urbanas.
De acordo com dados recentemente divulgados pelo Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), a taxa média de ocupação hoteleira na cidade alcançou impressionantes 99,02%, superando o índice de 98,62% registrado no ano passado. A região com maior taxa de ocupação foi o eixo entre Glória e Botafogo, com 99,89%. Outras áreas que também se destacaram incluem:
- Ipanema e Leblon: 99,75%
- Centro: 99,47%
- Leme e Copacabana: 99,46%
- Barra, Recreio e São Conrado: 97,98%
Esses dados são um indicativo claro da forte demanda por turismo e ressaltam o impacto econômico positivo que este setor proporciona. O crescimento do turismo internacional não apenas beneficia a hotelaria, mas também setores como gastronomia, transporte e economia criativa. Além disso, o turismo comunitário tem se mostrado uma alternativa viável, ampliando oportunidades em regiões que historicamente estavam fora dos principais roteiros turísticos.

